Déficit habitacional no Brasil é de 8,53%, diz Ipea

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Brasil ainda tem déficit habitacional de 5,24 milhões de residências

O déficit habitacional brasileiro diminuiu de 10% do total dos domicílios brasileiros, em 2007, para 8,53%, em 2012, o que representa 5,24 milhões de residências. Esse é o principal resultado da pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2012), os cálculos também demonstraram comportamento distinto para os componentes do déficit, se vistos isoladamente.

Brasil ainda tem déficit habitacional de 5,24 milhões de residências
Brasil ainda tem déficit habitacional de 5,24 milhões de residências

Houve queda, tanto em termos absolutos quanto relativos, no que diz respeito à precariedade (rústicos ou improvisados), à situação de coabitação (famílias conviventes com a intenção de se mudar ou residentes em cômodos) e ao adensamento excessivo em imóveis locados (àqueles com mais de três habitantes utilizado o mesmo cômodo).

Segundo a pesquisa, o déficit brasileiro é majoritariamente urbano (85% do total), restando à área rural um número aproximado de 742 mil famílias nesta condição em 2012. Enquanto o déficit urbano praticamente manteve-se estável neste período, o rural caiu em aproximadamente 25%.

O único componente que apresentou elevação foi o número de famílias que compromete a renda familiar com o pagamento de aluguel. De 2007 para 2012, esse número passou de 1,75 milhões de domicílios para 2,293 milhões (aumento aproximado de 30% em cinco anos). Ressalte-se, no entanto, que o mercado de locação de imóveis urbanos pode ter sofrido da mesma alta que foi observada no mercado de compra e venda de imóveis, o que explica o fato de uma maior parcela de famílias ter comprometimento superior a 30% de sua renda familiar.

Na análise da distribuição do déficit habitacional por renda, os dados mostram que a redução foi menor no estrato mais baixo. No ano passado, 73,6% do déficit era composto por domicílios com famílias com renda de até três salários mínimos, ante 70,7% em 2007. Houve aumento, portanto, de três pontos percentuais nessa fatia, mas, ainda assim, registrou-se queda do déficit em números absolutos: de 3.954.386 domicílios em 2007 para 3.859.970 em 2012 entre as famílias com renda de até três salários mínimos. As demais faixas passaram a responder menos pelo déficit habitacional.

Estados
Nos estados o comportamento geral foi de queda, mas em diferentes níveis. No Centro-Oeste, à exceção do Mato Grosso do Sul, houve aumento do déficit absoluto. O déficit em São Paulo manteve-se estável, com leve incremento de 0,6% em valores absolutos. Na região Nordeste, apenas os estados do Rio Grande do Norte e Sergipe mantiveram índices crescentes, enquanto no Norte do país, os estados de Roraima, Acre, Amazonas e Roraima apresentaram alta do déficit habitacional.