Custos de condomínios em SP sobem mais que a inflação

0
485
A variação acumulada de janeiro a dezembro de 2015 dos custos de condomínios em São Paulo ficou em 12,42%
A variação acumulada de janeiro a dezembro de 2015 dos custos de condomínios em São Paulo ficou em 12,42%
A variação em 12 meses dos custos de condomínios em São Paulo foi de 12,42%

Os custos de condomínios em São Paulo, segundo o estudo de Índices dos Custos Condominiais (Icon), realizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), apontou que a variação acumulada de janeiro a dezembro de 2015 ficou em 12,42%, superior à variação de 10,54% do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrada pela Fundação Getúlio Vargas no mesmo período.

Com variação de 10,19%, o grupo que mais contribuiu para o aumento no ano foi o de Pessoal e Encargos, que tem peso de cerca de 60% no índice. O grupo Tarifas teve variação de 24,22% e também influenciou na alta, seguido dos itens Manutenção de Equipamentos e Diversos com 10,54% cada, e Conservação e Limpeza, com 9,44%. Em dezembro de 2015, o Icon registrou elevação de 0,11%.

Série histórica – Conforme os dados apurados pelo Icon, os custos de condomínios cresceram mais de 100% em 10 anos, entre dezembro de 2005 e dezembro de 2015, enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 77,22% no período. “Esse incremento é atribuído, principalmente, ao aumento real de 119,84% nas despesas com Pessoal e Encargos, além das altas ocorridas nas contas de consumo. Água, energia e gás ultrapassaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, que registrou variação de 79,38%”, explica Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP.

O Icon serve como parâmetro das variações dos custos dos condomínios, mas não deve ser utilizado como um índice de reajuste da taxa condominial. “Cada condomínio possui a sua própria estrutura de despesas. Portanto, a recomendação é que o síndico consulte sua administradora para verificar qual foi o aumento dos custos, a fim de que, no futuro, não ocorra um desequilíbrio nas contas”, orienta Gebara.