Custos de condomínios em SP sobem 7,89%

0
379
Considerando o acumulado em 12 meses - de dezembro de 2015 a novembro de 2016 -, os custos de condomínios tiveram variação positiva de 7,89%
Considerando o acumulado em 12 meses - de dezembro de 2015 a novembro de 2016 -, os custos de condomínios tiveram variação positiva de 7,89%
Em 2016, o Índice Icon, que mede os custos de condomínios em São Paulo, registrou variação positiva de 7,89% 

Os custos de condomínios, medidos pelo Índice de Custos Condominiais (Icon),  na Região Metropolitana de São Paulo, apurado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), apresentou estabilidade no mês de novembro. Considerando o acumulado em 12 meses – de dezembro de 2015 a novembro de 2016 -, o índice registrou variação positiva de 7,89%, acima dos 7,12% do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do mesmo período, conforme a Fundação Getúlio Vargas (FGV)

“O Icon serve como parâmetro das variações dos custos dos condomínios, mas não deve ser usado como índice de reajuste da taxa condominial”, explica Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios da entidade.

Segundo ele, cada condomínio possui a sua própria estrutura de despesas e o síndico precisa ficar atento aos aumentos e fazer, além de um controle rigoroso das contas, uma previsão orçamentária das despesas ordinárias do condomínio. “O Icon é uma importante ferramenta para síndicos e administradoras acompanharem a evolução dos custos condominiais”, afirma.

“O Icon é uma importante ferramenta para síndicos e administradoras acompanharem a evolução dos custos condominiais”, afirma.

Menos ações judiciais 

Enquanto isso, um outro levantamento do Secovi-SP feito no Tribunal de Justiça de São Paulo  apontou uma queda de 6,8% no volume de ações judiciais por falta de pagamento da taxa condominial.

Em novembro, foram protocoladas na cidade de São Paulo 550 ações, contra os 590 processos que deram entrada em outubro deste ano. Comparada com o mesmo mês do ano anterior (com 464 registros), a redução foi de 18,5%.

O acumulado de janeiro a novembro deste ano totaliza 4.547 ações, 52,1% a menos que as 9.491 ações ajuizadas no mesmo período de 2015.

Dentre os fatores que contribuíram para reduzir as pendências neste ano estão os acordos extrajudiciais que, segundo ele, surtem efeito na maioria das vezes. “Os inadimplentes preferem negociar, pagando parcelado, a ter seu nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito, além da possibilidade da propositura de uma ação de cobrança judicial”, diz Hubert Gebara.