Custos de condomínios em SP sobem 0,22%

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Itens como água, energia e gás impactaram mais no índice de custos de condomínios
Itens como água, energia e gás impactaram mais no índice de custos de condomínios
Em 12 meses, a variação dos custos de condomínios foi de 5,41%

Os custos de condomínios na Região Metropolitana de São Paulo, medidos pelo Índice de Custos Condominiais (Icon), do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), aponta em julho ligeira alta de 0,22%. No acumulado do ano – de janeiro a junho -, a variação foi maior: 5,41%, superior ao mesmo período do ano anterior, que registrou 0,83%.

Itens como água, energia e gás impactaram mais no índice de custos de condomínios
Itens como água, energia e gás impactaram mais no índice de custos de condomínios

O item “Tarifas” (água, energia e gás) foi o que mais impactou no índice de custos de condomínios, com uma variação de 24,22%. No acumulado de 12 meses – de agosto de 2014 a julho de 2015 -, houve um aumento de 10,90%, percentual acima do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), que foi de 6,97% nesse mesmo período, conforme apurou a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Diante da alta acima da inflação observada nas tarifas, mais do que nunca, o controle das contas condominiais é mandatório para síndicos e administradoras, a fim de evitar que o orçamento seja insuficiente para as despesas ordinárias”, afirma o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios, Hubert Gebara, que destaca a importância do Icon como uma ferramenta importante para síndicos e administradoras acompanharem a evolução dos custos dos condomínios. “O Icon serve como parâmetro das variações dos custos dos condomínios, mas não deve ser utilizado como um índice de reajuste da taxa condominial. Isto porque, cada condomínio possui a sua própria estrutura de despesas e o síndico precisa ficar atento aos aumentos para que, no futuro, não haja desequilíbrio no caixa”, reitera Gebara.

Ao mesmo tempo, um levantamento realizado pelo Secovi- SP no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo mostra que o número de ações por falta de pagamento do rateio condominial na capital paulista cresceu 31,6%.

Em julho, foram protocoladas 1.150 ações, contra 874 casos no mês anterior. Comparado a julho de 2014 (658 ações), a alta atingiu 74,8%. O volume acumulado de janeiro a julho ficou em 6.344 ações, uma variação de 37,6% comparado ao mesmo período de 2014, que registrou 4.611 casos.

Nos últimos 12 meses, de agosto de 2014 a julho de 2015, foram protocoladas 10.780 ações. No acumulado do ano anterior, de agosto de 2013 a julho de 2014, foram registradas 8.530 ações, o que representa aumento de 26,4%.