Custo de construção sobe 0,53% em fevereiro

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O índice referente à Mão de Obra subiu 0,45% no custo de construção em fevereiro
O índice referente à Mão de Obra subiu 0,45% no custo de construção em fevereiro
Ao contrario do custo de construção, a confiança do setor diminuiu 0,1%

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), subiu 0,53% em fevereiro,  acima do resultado do mês anterior, de 0,29%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,62%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,30%. O índice referente à Mão de Obra aumentou 0,45%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,28%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice correspondente a Materiais e Equipamentos teve alta de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,17%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,14% para 0,66%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,79%, em janeiro, para 1,16%, em fevereiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração de taxas de serviços e licenciamentos, cuja taxa passou de 3,02% para 6,14%.

Mão de obra

O índice referente à Mão de Obra subiu 0,45% em fevereiro, ante 0,28% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais de Belo Horizonte, Recife, Brasília e Salvador.

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Brasília e Porto Alegre, registraram desaceleração.

Confiança

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, recuou 0,1 ponto entre janeiro e fevereiro, para 74,4 pontos.

“Recentemente, o setor da Construção tem acompanhado o anúncio de diversos medidas voltadas a impulsionar o investimento. Como resultado, o indicador que capta as expectativas em relação à demanda nos meses seguintes avançou e retornou ao patamar do início de 2015, com uma alta de mais de 13 pontos em relação ao mesmo mês do ano passado. A percepção de fragilidade da atividade, no entanto, não se alterou no período”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A queda do ICST em fevereiro decorreu de piora da percepção das empresas no momento atual: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou 2,3 pontos, para 63,0 pontos. Dentre os quesitos integrantes deste subíndice do ICST, a maior contribuição para a queda veio do indicador  que mede o grau de satisfação com a  situação atual dos negócios, que caiu 3,2 pontos em relação ao mês anterior, para 64,2 pontos.

Em contrapartida, o Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 2,1 pontos, alcançando 86,1 pontos, o  maior nível desde dezembro de 2014 (86,8 pontos). A maior contribuição para a alta no mês foi do indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes, com aumento de 2,6 pontos na margem.