Custo de construção sobe 0,37% em setembro

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Segundo a FGV, a mão de obra impactou o custo de construção em 0,55% em setembro
Segundo a FGV, a mão de obra impactou o custo de construção em 0,55% em setembro

Mão de obra impacta em 0,55% o custo de construção no mês

custo de construção, medido pelo  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), subiu 0,37% em setembro, acima do resultado do mês anterior, de 0,26%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,16%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,26%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,55%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,26%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Materiais, Equipamentos e Serviços

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou alta de 0,25%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,26%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de -0,25% para 0,10%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,28%, em agosto, para -0,15%, em setembro. Neste grupo, vale destacar a desaceleração da taxa do subgrupo projetos, cuja variação passou de 0,84% para -0,15%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,55% em setembro, ante 0,26% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido à primeira parcela dos reajustes salariais de Brasília e o início da captação da segunda parcela do reajuste salarial de São Paulo, praticado em janeiro de 2016.

Duas capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Brasília e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram desaceleração.

Confiança da construção

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 2,1 pontos em setembro, atingindo 74,6 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (75,9). Após a terceira alta consecutiva, torna-se mais evidente a gradual melhora das perspectivas de curto prazo para os empresários do setor, ressalvando-se que o nível do indicador continua muito baixo em termos históricos.

“Definitivamente, o cenário começa a se mostrar mais favorável para a construção civil. O anúncio do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) e a sinalização de retomada de obras paradas do MCMV impulsionaram ainda mais as expectativas empresariais em setembro. Vale destacar também que a percepção em relação à situação corrente dos negócios vem melhorando continuamente,  sugerindo uma lenta retomada, que precisará ganhar mais fôlego para se consolidar”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A alta do ICST em setembro deveu-se, majoritariamente, à melhora das perspectivas no curto prazo: o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 3,4 pontos, atingindo 84,8 pontos – maior nível desde dezembro de 2014. Dentre os quesitos integrantes do índice-síntese, a situação dos negócios para os próximos seis meses foi o que mais contribuiu para a alta do índice, com uma variação de 5,1 pontos em relação ao mês anterior.