Custo de construção fecha 2016 com alta de 6,64%

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A parcela do custo de construção referente aos gastos com mão de obra subiu 10,89% em 2016
A parcela do custo de construção referente aos gastos com mão de obra subiu 10,89% em 2016
Sinapi, do IBGE, que mede o custo de construção civil, varia 0,49% em dezembro

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,49% em dezembro, subindo 0,39 ponto percentual em relação à taxa de novembro (0,10%). Com isto, o ano de 2016 fechou em 6,64%. Em dezembro de 2015, o índice foi 0,06%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.022,26, passou para R$ 1.027,30 em dezembro, sendo R$ 531,21 relativos aos materiais e R$ 496,09 à mão de obra.

A parcela dos materiais, com variação de 0,01%, subiu 0,07 ponto percentual em relação à taxa do mês anterior (-0,06%). Já a parcela da mão de obra apresentou variação de 1,02%, subindo 0,75 ponto percentual em relação a novembro (0,27%).

O resultado de 2016 registrou variação de 2,92% nos materiais, enquanto a parcela do custo referente aos gastos com mão de obra atingiu 10,89%. Em 2015, a parcela dos materiais fechou em 3,78% e a mão de obra, em 7,55%.

No mês de dezembro, a região Sul se destacou por apresentar a variação de custo mensal mais elevada, com 2,09%. As demais taxas do mês de dezembro foram: 0,21% (Norte), 0,31% (Nordeste); 0,18% (Sudeste) e 0,46% (Centro-Oeste).

Já a região Sudeste apresentou a maior alta no ano, com 7,20%, ficando 2,25 pontos percentuais acima do registrado em 2015, 4,95%. Veja na tabela os demais resultados por grandes regiões:

Quanto aos custos da construção, os valores, em dezembro, por metro quadrado foram: R$ 1.038,92 (Norte); R$ 948,71 (Nordeste); R$ 1.073,62 (Sudeste); R$ 1.067,70 (Sul) e R$ 1.037,84 (Centro-Oeste).

Piauí tem a maior alta do ano

Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, o Paraná foi o estado que ficou com a maior taxa mensal, 4,48%, passando o custo médio por metro quadrado para R$ 1.056,92. Também sob pressão de reajuste salarial, o Piauí apresentou taxa de 3,10%, seguido pelo Rio Grande do Norte, 3,06% e Distrito Federal, 2,22%.

Em relação ao resultado acumulado em 2016, o estado do Piauí registrou a maior taxa, com 9,20%.

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL

ESTATÍSTICAS SELECIONADAS
SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Dezembro/2016 considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do
setor da construção civil
ÁREAS GEOGRÁFICAS
CUSTOS MÉDIOS
NÚMEROS ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2
Jun/94=100
MENSAL
NO ANO
12 MESES
BRASIL 
1027,30
514,29
0,49
6,64
6,64
REGIÃO NORTE 
1038,92
517,63
0,21
4,38
4,38
Rondônia
1065,77
594,17
-0,61
3,25
3,25
Acre
1127,23
598,35
0,10
5,47
5,47
Amazonas
984,77
482,04
-0,18
-1,08
-1,08
Roraima
1086,28
451,18
0,01
5,89
5,89
Para
1042,01
499,40
0,23
7,11
7,11
Amapá
1016,11
493,56
-0,23
2,82
2,82
Tocantins
1081,06
568,37
2,63
7,15
7,15
REGIÃO NORDESTE 
948,71
512,46
0,31
6,60
6,60
Maranhão
970,27
511,14
-0,04
6,34
6,34
Piauí
988,26
656,70
3,10
9,20
9,20
Ceara
954,32
551,10
0,41
6,54
6,54
Rio Grande do Norte
909,04
458,21
3,06
4,63
4,63
Paraíba
994,62
549,98
0,07
6,48
6,48
Pernambuco
935,26
500,08
0,41
8,96
8,96
Alagoas
943,86
471,65
0,19
5,90
5,90
Sergipe
904,19
480,52
0,01
4,66
4,66
Bahia
937,28
496,00
-0,51
5,63
5,63
REGIÃO SUDESTE 
1073,62
513,87
0,18
7,20
7,20
Minas Gerais
958,81
527,72
0,18
7,55
7,55
Espirito Santo
945,59
524,44
1,20
7,20
7,20
Rio de Janeiro
1148,06
523,21
0,34
6,15
6,15
São Paulo
1123,09
507,30
0,04
7,46
7,46
REGIÃO SUL 
1067,70
510,62
2,09
6,78
6,78
Paraná
1056,92
505,47
4,48
6,08
6,08
Santa Catarina
1133,17
613,92
0,26
7,38
7,38
Rio Grande do Sul
1022,73
464,26
0,07
7,43
7,43
REGIÃO CENTRO-OESTE
1037,84
529,81
0,46
6,37
6,37
Mato Grosso do Sul
1016,91
478,21
0,41
6,19
6,19
Mato Grosso
1045,45
596,50
-0,43
6,63
6,63
Goiás
1017,11
537,24
0,06
6,13
6,13
Distrito Federal
1070,97
473,01
2,22
6,46
6,46
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços.