Custo de Construção em BH tem menor alta do ano

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Nos últimos 12 meses, o custo de construção em BH subiu 8,35%
Nos últimos 12 meses, o custo de construção em BH subiu 8,35%
Custo de construção medido pelo CUB/m2, do Sinduscon-MG,  varia 0,06% em maio

O custo de construção na capital mineira, medido pelo Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² – projeto-padrão R8N), registrou ligeira alta de 0,06% em maio em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). Essa variação, que foi a menor registrado em 2016, ocorreu em função do incremento de 0,16% no custo com material de construção e da estabilidade nos demais componentes do referido indicador de custos da construção: mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamentos.

Com este resultado, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em abril/16 era R$1.259,32 passou para R$1.260,13 em maio. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sinduscon-MG, de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a Norma Técnica ABNT NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti, ressalta  que em maio alguns insumos apresentaram maior aumento em seus preços como a bacia sanitária branca (+3,44%), a placa de gesso liso (+3,31%), o tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto 150mm (+2,48%), a esquadria de correr (+2,20%) e a emulsão asfáltica (+2,12%), todos eles superiores a variação do IGP-M/FGV que foi de 0,82%. Apesar disso, a maioria dos itens pesquisados ficou com o preço estável ou, então, apresentou redução, o que fez com que o custo com o material registrasse elevação de 0,16% neste mês. “Essa variação, junto com o aumento observado em fevereiro, que também foi de 0,16%, correspondeu a menor observada no ano. Esperamos que este quadro se mantenha nos próximos meses, permitindo uma maior estabilidade nos custos da construção. É necessário ressaltar que o cenário ainda é caracterizado por uma cautela dos agentes produtivos, que aguardam os desdobramentos/efetivação das medidas econômicas anunciadas como o controle dos gastos públicos”, diz Furletti.

Resultado acumulado no período de janeiro a maio de 2016: Nos primeiros cinco meses de 2016 o CUB/m² acumulou alta de 7,41% enquanto o custo com material de construção cresceu 0,51%, o custo com a mão de obra aumentou 12,31%, as despesas administrativas subiram 19,83% e o custo com o aluguel de equipamentos apresentou estabilidade. Neste período, alguns materiais se destacaram pela expressiva variação em seus preços como a placa de gesso liso (+10,55%), a porta interna para pintura (+7,78%), a bacia sanitária com caixa acoplada (+7,49%) e a esquadria de correr (+7,08%).

Acumulado nos últimos 12 meses (junho15-maio/16): Nos últimos 12 meses encerrados em maio/16 o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 8,35%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 2,54% no material de construção, 12,31% na mão de obra, 18,87% na despesa administrativa e 16,81% no aluguel de equipamento. Neste período, os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços foram: placa de gesso liso (+20,47%), tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto (+18,59%), porta interna para pintura (+14,79%) e telha fibrocimento ondulada 6mm (+10,25%).

Resultado do CUB/m² desonerado

O CUB/m² desonerado aumentou 0,07% em maio/16 acumulando elevação de 7,14% nos primeiros cinco meses de 2016 e 8,13% nos últimos 12 meses (junho/15-maio/16).

A metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, ambos seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 187,70%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas (também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 154,01%.

Evolução do CUB Global/ Material/ Mão de Obra – Projeto-padrão R8-N

Mês/Ano

% CUB Global

% Custo Material

% Custo Mão de obra

Mês/Ano

%

CUB Global

% Custo Material

% Custo Mão de obra

Jan./15

3,63

0,17

6,74

Jan./16

0,38

0,44

0,35

Fev.

0,24

0,47

0,00

Fev.

0,49

0,16

0,12

Mar.

0,13

0,22

0,00

Mar.

6,28

-0,55

11,79

Abr.

0,22

0,43

0,00

Abr.

0,13

0,31

0,00

Maio

0,24

0,56

0,00

Maio

0,06

0,16

0,00

Jun.

0,14

0,31

0,00

Jun.
Jul.

0,07

0,14

0,00

Jul.
Ago.

0,12

0,19

0,00

Ago.
Set.

0,06

0,12

0,00

Set.
Out.

0,15

0,50

0,00

Out.
Nov.

0,20

0,44

0,00

Nov.
Dez.

0,13

0,29

0,00

Dez.

Fonte e elaboração: Assessoria Econômica/Sinduscon-MG.