Custo de construção em BH é o menor desde 2009

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O item mão de obra ficou estável no custo de construção civil em BH, em outubro
O item mão de obra ficou estável no custo de construção civil em BH, em outubro
Em outubro, o custo de construção na capital mineira foi o menor do ano

O custo de construção civil na capital mineira, medido pelo Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² – projeto-padrão R8-N),  registrou alta de 0,02% em outubro, na comparação com o mês anterior. O levantamento é do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG). Foi a menor variação do CUB/m² desde julho/2009, quando apresentou queda de 0,25%.

O aumento mais modesto do custo de material de construção (+0,05%) e a estabilidade dos seus demais componentes (mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento) justificam esse resultado.

Assim, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em setembro era R$1.264,09 passou para R$1.264,36 em outubro.

O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Na composição do CUB/m² (projeto-padrão R8-N) o custo com a mão de obra representou em outubro 54,67%, materiais de construção 41,04%, despesas administrativas 4,08% e equipamentos 0,21%.

Em outubro 14 materiais, entre os 26 pesquisados, apresentaram aumentos em seus preços entre os quais se destacaram: vidro liso transparente 4mm (+4,00%), areia (+3,43%), fio de cobre antichama (+2,78%), tinta látex PVA (+2,17%), chapa de compensado plastificado (+1,94%), disjuntor tripolar 70A (+1,64%) e esquadria de correr (+1,59%).

Passos lentos

Para o coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti, as altas verificadas nos materiais continuam sendo pontuais. Não se observa um aumento generalizado de preços. “Conforme estamos destacando nos últimos meses, a tendência para o custo com os materiais de construção continua sendo de relativa estabilidade. Isso porque a economia ainda caminha em passos bem lentos e a tão aguardada recuperação deve vir mesmo somente em 2017, o que impacta os setores produtivos de uma forma geral. Neste contexto, ressalta-se a importância do encaminhamento de reformas estruturais importantes como a previdenciária, do maior controle dos gastos públicos, do incremento do investimento e da maior redução das taxas de juros. Em resumo, a economia depende destes fatores para se fortalecer“.

Janeiro a outubro 

Nos primeiros dez meses do ano o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) acumulou alta de 7,77%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 1,33% no material de construção, 12,31% na mão de obra e 19,83% na despesa administrativa. O aluguel de equipamento registrou estabilidade no período.

De janeiro a outubro/16 as maiores altas de preços foram observadas nos seguintes materiais: placa de gesso (+15,87%), porta interna para pintura (+10,78%), esquadria de correr (+10,52%), vidro liso transparente 4mm (+9,70%) e disjuntor tripolar 70 A (+7,00%).

Nos últimos 12 meses o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 8,12%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 2,08% no material de construção, 12,31% na mão de obra, 19,83% na despesa administrativa e 3,53% no aluguel de equipamento. Neste período, os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços foram: placa de gesso liso (+15,87%), porta interna para pintura (+11,81%), vidro liso transparente 4mm (+10,54%) e esquadria de correr (+10,15%).

CUB/m² desonerado

O CUB/m² desonerado também aumentou 0,02% em outubro/16, acumulando alta de 7,52% nos primeiros dez meses de 2016 e 7,90% nos últimos 12 meses (novembro/15-outubro/16).

A metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, ambos seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 187,70%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas (também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 154,01%.