Custo de construção diminui em setembro

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O grupo Equipamentos subiu 0,34% no custo de construção em setembro
O grupo Equipamentos subiu 0,34% no custo de construção em setembro
INCC, que mede o custo de construção, variou 0,22% no mês; Confiança do setor cai

O custo de construção medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV),  registrou, em setembro, taxa de variação de 0,22%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,80%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,46%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,27%. O índice referente à Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, a variação registrada foi de 1,27%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O grupo Equipamentos subiu 0,34% no custo de construção em setembro
O grupo Equipamentos subiu 0,34% no custo de construção em setembro

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,34%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,19%. Apenas o subgrupo equipamentos para transporte de pessoas apresentou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,01% para 3,84%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,58%, em agosto, para 0,92%, em setembro. Neste grupo, vale destacar a aceleração do subgrupo projetos, cuja variação passou de 1,31% para 2,00%. 

O grupo Mão de Obra não registrou variação em setembro. No mês anterior, a variação registrada foi de 1,27%.

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo registraram aceleração.

Confiança em queda

O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 6,5% em setembro, alcançando 65,9 pontos. Esta é a maior queda do índice desde março de 2015, quando houve recuo de 9,1%. No acumulado anual, o ICST apresenta perda de 29,6 pontos (variação de -31,0%).

“Até agosto, os resultados da sondagem apontavam uma desaceleração da queda do ICST, parecendo indicar que o setor estaria mais próximo do fundo do poço de sua crise. O resultado de setembro surpreendeu ao mostrar uma retração ainda mais severa na atividade corrente das empresas, e que ainda deve se refletir em indicadores como PIB e emprego. ”, comentou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.