Custo de construção diminui em maio

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O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,32% no custo de construção em maio
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,32% no custo de construção em maio
INCC-M, que mede o custo de construção, subiu 0,19% em maio

O custo de construção medido pelo INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M) subiu 0,19% em maio, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,41%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,04%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,29%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,32%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,52%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,07%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,28%. Os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,79% para 0,52%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,33%, em abril, para -0,07%, em maio. Neste grupo, vale destacar a desaceleração da taxa do subgrupo projetos, cuja variação passou de 0,29% para -0,50%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,32%, devido ao reajuste salarial registrado em Salvador. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,52%.

Cinco capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Em contrapartida, Rio de Janeiro e São Paulo registraram aceleração.

Confiança 

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas avançou 4,3 pontos em maio de 2016, para 70,9 pontos, o maior nível desde junho de 2015. Com o resultado, o indicador de médias móveis trimestrais avançou 0,7 ponto, depois de recuar em abril.

“A alta mais expressiva do Índice de Confiança do Comércio em maio capta a redução do pessimismo no setor, mas ainda deve ser interpretada com alguma cautela. Primeiro, porque o nível da confiança ainda está muito baixo. Segundo, porque a alta do índice em 2016 tem ocorrido em função de uma leitura gradualmente mais favorável em relação às chances de melhora do ambiente econômico nos meses seguintes do que devido a uma efetiva melhora das vendas ou da lucratividade no presente”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

Em maio, houve evolução favorável do ICOM em 12 dos 13 segmentos pesquisados no âmbito do Varejo Ampliado. No Varejo Restrito, houve alta em todos os nove subsetores. Entre os demais segmentos, a única queda foi registrada no segmento de revendedores de Veículos.

A alta do ICOM ocorreu nos dois horizontes de tempo da pesquisa. O Índice da Situação Atual (ISA-COM), que retrata a percepção dos empresários em relação ao momento atual, subiu 2,7 pontos, alcançando 62,5 pontos. Dada a evolução desfavorável deste indicador nos meses anteriores, no entanto, o resultado foi insuficiente para alterar a tendência de queda do indicador de médias trimestrais, que recuou 0,3 ponto no mês. Entre os componentes do ISA-COM, a alta mais acentuada em maio ocorreu no quesito que mede o grau de satisfação com o volume atual da demanda, que avançou 4,2 pontos em relação ao mês anterior, alcançando 64,2 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 5,5 pontos em maio, chegando a 80,3 pontos, o maior valor desde maio do ano passado. O quesito que mais contribuiu para a alta do IE-COM foi o que mede o grau de otimismo com a evolução das vendas nos três meses seguintes, que cresceu 5,8 pontos, atingindo 79,9 pontos. Agregando-se as altas de abril e maio, o maior avanço entre os dois componentes do IE-COM ocorreu no indicador de expectativas com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes, com alta acumulada de 8,0 pontos contra uma alta de 5,9 pontos do indicador de vendas previstas.