Custo de construção diminui em junho

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No biênio 2014-2015, as demissões na construção civil devem chegar a 750 mil trabalhadores
No biênio 2014-2015, as demissões na construção civil devem chegar a 750 mil trabalhadores
Mão de obra subiu 1,10% no custo de construção no mês; Confiança do setor tem queda 

O custo de construção, medido pelo  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em julho, taxa de variação de 0,66%, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,87%. O INCC-M é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice Materiais e Equipamentos subiu 0,15% no custo de construção em junho
O índice Materiais e Equipamentos subiu 0,15% no custo de construção em junho

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,17%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,47%. O índice referente à Mão de Obra subiu  1,10%. No mês anterior, a variação registrada foi de 3,16%.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,15%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,53%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,30% para -0,07%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,27%, em junho, para 0,23%, em julho. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo refeição pronta no local de trabalho, cuja variação passou de 1,26% para 0,62%.

O grupo Mão de Obra registrou variação de 1,10%, em julho. No mês anterior, a variação registrada foi de 3,16%. A variação desta classe de despesa foi influenciada pelos reajustes salariais em São Paulo, Distrito Federal e Porto Alegre.

Cinco capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação no custo de construção: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Brasília e Porto Alegre registraram aceleração.

Confiança cai

O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 4,7% entre junho e julho, alcançando 70,2 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. O resultado sucede a relativa estabilidade de junho (0,1%) e uma queda em maio (4,7%). No ano, o ICST acumula queda de 26,5%. “A queda do indicador de confiança não surpreende, na medida em que não ocorreram fatos capazes de alterar o quadro de declínio da atividade no setor observado desde o ano passado.  Vale notar que para a grande maioria das empresas (60,0%) a carteira de contratos está abaixo do normal. A pequena melhora das expectativas  observada no mês anterior não teve respaldo da situação dos negócios. Enfim, a percepção dominante no setor  é de que retração na atividade  ainda deve prosseguir” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A queda do índice foi decorrente de movimentos desfavoráveis tanto das avaliações em relação ao estado atual dos negócios quanto das expectativas em relação aos meses seguintes: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) alcançou 56,6 pontos, após recuo de 1,2%. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) apresentou queda de 7,0%, após crescer 3,0% em junho, alcançando 83,7 pontos, recorde negativo h