Custo de construção diminui em janeiro, aponta FGV

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O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,28% em janeiro, no custo de construção civil
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,28% em janeiro, no custo de construção civil
Custo de construção civil variou 0,29% no mês e a confiança do setor subiu

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), variou 0,29% em janeiro, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,36%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,30%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,15%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,28%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,55%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou a mesma variação do mês anterior, 0,17%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação (0,84% para 1,34%) e dois apresentaram decréscimo, destacando-se materiais para estrutura (-0,06% para -0,18%).

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,07%, em dezembro, para 0,79%, em janeiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração de taxas de serviços e licenciamentos, cuja taxa passou de 0,00% para 3,02%.

Mão de obra

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,28% em janeiro, ante 0,55% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais de Recife e Brasília e antecipações em Salvador.

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Brasília, Recife e São Paulo registraram desaceleração

Confiança sobe

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, subiu 2,5 pontos em janeiro de 2017, atingindo 74,5 pontos,o maior nível desde junho de 2015  (76,2 pontos). “A melhora das expectativas combinada a uma percepção menos negativa sobre a situação atual contribuiu para que a confiança da construção registrasse em janeiro a maior alta mensal da série. Ainda assim não é possível apontar o fim do ciclo recessivo no setor, pois o aumento da confiança continua amparado muito mais nas expectativas do que na melhora de fato dos negócios. Vale notar que a carteira de contratos das empresas encontra-se em um patamar muito baixo”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A alta do ICST em janeiro foi determinada pela evolução favorável de seus dois componentes. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) aumentou 1,5 ponto, alcançando 65,3 pontos, influenciado pelo indicador que mede a situação atual dos negócios, com alta  de 1,5 ponto. O Índice de Expectativas (IE-CST) cresceu 3,4 pontos, para 84,0 pontos. Dentre os quesitos que compõem o IE-CST, as perspectivas para a demanda nos próximos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para o crescimento no mês, com aumento de 3,9 pontos na margem.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 0,7 ponto percentual (p.p.), alcançando 63,8%, resultado insuficiente para compensar o recuo de dezembro (1,1 ponto).