Custo de construção civil sobe 1,87% em junho

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A Mão de Obra subiu 3,16% no custo de construção civil
A Mão de Obra subiu 3,16% no custo de construção civil
Grupo Mão de obra registrou alta de 3,16% no custo de construção civil; confiança do setor fica estável

O custo de construção civil subiu 1,87% em junho, de acordo com o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado é maior do que o refistrado em maio, de 0,45%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

A Mão de Obra subiu 3,16% no custo de construção civil

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,67%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 3,16%. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,24%.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,53%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,79%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, cuja taxa passou de 2,11% para 1,03%.

A parcela relativa a Serviços do custo de construção civil passou de uma taxa de 0,22%, em maio, para 0,27%, em junho. Neste grupo, vale destacar a aceleração do subgrupo refeição pronta no local de trabalho, cuja variação passou de 0,44% para 1,26%.

O grupo Mão de Obra registrou variação de 3,16%, em junho. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,24%. A aceleração desta classe de despesa foi influenciada pelos reajustes salariais no Rio de Janeiro e São Paulo.

Duas capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre registraram desaceleração.

Confiança

O Índice de Confiança da Construção (ICST) ficou praticamente estável em junho, ao variar 0,1% em relação ao mês anterior, alcançando 73,5 pontos. Este movimento de estabilidade do indicador sucede uma queda de 4,7%, em maio. “Apesar da acomodação na ponta, a pesquisa que encerra o semestre mostra o declínio expressivo da atividade setorial em 2015. Entre outros indicadores, chama atenção, que o indicador de emprego previsto esteja, em junho, em nível 29% inferior ao observado em 2014. As condições financeiras das empresas pioraram e mesmo as expectivas, que registraram melhora neste mês, ainda estão bastante deprimidas, com predominância de projeções de queda da atividade da construção” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.