Custo de construção civil sobe 1,36% em junho

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O item mão de obra variou 2,48% no custo de construção civil em junho
O item mão de obra variou 2,48% no custo de construção civil em junho
Item mão de obra subiu 2,48% no custo de construção civil medido pelo INCC

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou alta de 1,36% em junho, 1,36%, acima do resultado do mês anterior, de 0,13%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,02%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,04%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 2,48%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,27%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de -0,08%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,04%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se equipamentos para transporte de pessoas, cuja taxa passou de -0,24% para -1,24%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de -0,05%, em maio, para 0,39%, em junho. Neste grupo, vale destacar a aceleração de taxas de serviços e licenciamentos, cuja taxa passou de 0,00% para 2,18%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 2,48% em junho, ante 0,27% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais de Salvador, Brasília, Porto Alegre e São Paulo.

Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Rio de Janeiro registrou desaceleração.

Confiança sobe ligeiramente

Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, variou 0,2 ponto em junho, atingindo 74,2 pontos, considerando-se dados ajustados sazonalmente. Com o resultado, o índice retorna ao  nível de setembro de 2016.

“A pequena alta do ICST em junho sugere que o efeito percebido do aumento da incerteza após 17 de maio sobre os negócios não foi expressivo. A desagregação setorial do resultado revela dinâmicas distintas entre os principais segmentos do setor. No de Edificações – menos dependente de iniciativas diretas do governo – as expectativas voltaram a subir em junho após queda expressiva no mês anterior. Já no segmento de Obras de Infraestrutura, houve piora adicional neste último mês”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.