Custo de construção civil sobe 0,76% em junho

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O índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,64% no custo de construção civil. Foto:Pixabay.com
O índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,64% no custo de construção civil. Foto:Pixabay.com
O item mão de obra subiu 0,88% no custo de construção civil no mês

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), subiu 0,76% em junho, acima do resultado do mês anterior, que foi de 0,30%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve variação de 0,62%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,49%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,88% em junho, ante 0,15% em maio.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,64%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,54%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,46% para 0,71%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,27%, em maio, para 0,53%, em junho. Neste grupo, vale destacar a aceleração da taxa do subitem projetos, cuja variação passou de 0,95% para 1,09%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,88%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,15%. Esta variação ocorreu principalmente devido a reajustes salariais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Capitais

Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, apenas Belo Horizonte registrou desaceleração.

Confiança da construção civil cai

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, recuou 3,1 pontos, entre maio e junho, para 79,3 pontos1, o menor nível desde novembro de 2017 (78,6 pontos). 

“A forte queda das expectativas empresariais no mês de junho não teve nenhuma relação com a situação corrente dos negócios, que até recuperou a queda registrada no mês anterior. O empresário, que vinha demonstrando relativo otimismo com a possibilidade de retomada da atividade no curto prazo, foi contaminado pela deterioração do cenário doméstico. A reversão das expectativas atingiu todos os segmentos. Certamente, a greve, que causou muitos prejuízos e paralisou obras, foi um componente importante nessa mudança de humor, mas a principal causa do desalento é o ritmo de crescimento que traz preocupações sobre a continuidade da fraca melhora dos negócios”, comentou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.