Custo de construção civil sobe 0,52% em fevereiro

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O índice referente à Mão de Obra subiu 0,51% no custo de construção civil em fevereiro
O índice referente à Mão de Obra subiu 0,51% no custo de construção civil em fevereiro
Índice de custo de construção civil foi medido pela Fundação Getúlio Vargas 

O custo de construção civil medido pelo  INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,52% em fevereiro. O resultado  está acima do mês anterior, de 0,32%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,53%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,52%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,51%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,15%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,39%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,40%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,91% para 0,67%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 1,00%, em janeiro, para 1,06%, em fevereiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração da taxa do subgrupo vale transporte, cuja variação passou de 3,30% para 3,89%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,51%, referente ao reajuste salarial de Recife e antecipações em Salvador e Porto Alegre. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,15% no custo de construção civil.

Cinco capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Brasília e São Paulo registraram desaceleração.

Confiança em queda

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, recuou 0,9 ponto em fevereiro, atingindo 66,6 pontos, o menor nível da série histórica. Depois de subir em novembro passado (0,9 ponto), esta foi a terceira queda consecutiva, sucedendo  as variações de -0,3 ponto, em dezembro de 2015, e de -1,9 ponto, em janeiro.

“Ao mostrar nova piora e recorde negativo do indicador de confiança, a Sondagem da Construção de fevereiro sinaliza a continuidade do movimento de encolhimento do setor para os próximos meses. Ou seja, não se vislumbra ainda uma acomodação da atividade, mesmo que em patamar baixo. Muitos fatores estão contribuindo para este cenário, mas vale destacar que as incertezas no campo macroeconômico têm se mostrado como um dos principais “gargalos” à melhoria dos negócios” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE. 

A queda do ICST em fevereiro decorreu de piora da percepção das empresas sobre o momento atual: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou 1,9 pontos, alcançando 63,6 pontos. Dentre os quesitos que integram este indicador-sintese da pesquisa, a maior contribuição para a queda veio do indicador de satisfação com a situação atual dos negócios, que caiu 3,1 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 64,5 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) teve variação de -0,1 ponto, registrando 70,1 pontos. O indicador que mede a perspectiva de demanda pelos serviços da empresa para os próximos três meses foi o que apresentou maior contribuição para a redução do IE-CST no mês, com queda de 0,4 ponto, em relação a janeiro.