Custo de construção civil sobe 0,32% em janeiro

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O item Materiais e Equipamentos aumentou 0,40% no custo de construção civil em janeiro
O item Materiais e Equipamentos aumentou 0,40% no custo de construção civil em janeiro
Materiais,  equipamentos e serviços registram alta de 0,52% no custo de construção civil

O custo de construção civil medido pelo  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 0,32% em janeiro, acima do resultado do mês anterior, de 0,12%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,52%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,23%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,15%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,02%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos aumentou 0,40%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,22%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,45% para 0,91%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,28%, em dezembro, para 1,00%, em janeiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração da taxa do subgrupo taxas de serviços e licenciamentos, cuja variação passou de 0,00% para 4,10%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,15%, referente ainda ao início da captação do reajuste salarial de Recife e antecipações em Salvador. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,02%.

Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Rio de Janeiro registrou desaceleração. 

Confiança diminuiu

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, recuou 0,7 ponto em janeiro, alcançando 67,6 pontos – menor nível da série histórica iniciada em julho de 2010. Sob a métrica de médias móveis trimestrais, o índice manteve-se estável, ao variar -0,1 ponto.

“Em janeiro, a sondagem mostrou que houve redução forte na carteira de contratos das empresas, refletindo a continuidade do cenário de atividade deprimida. Com isso, a intenção de contratar nos próximos meses voltou a registrar queda. Os números recém divulgados do Caged apontam o setor da construção como o segundo que mais demitiu no ano passado. A sondagem de janeiro sinaliza que o mercado de trabalho formal do setor deverá continuar encolhendo nos primeiros meses de 2016” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.     

A piora do ICST em janeiro foi decorrente do indicador que mensura a percepção das empresas sobre o estado atual dos negócios: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 2,6 pontos, alcançando 65,4 pontos. A maior contribuição negativa para o ISA-CST, em janeiro, foi dada pelo indicador que capta informações sobre a carteira de contratos no momento, que apresentou queda de 5,1 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 63,5 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE-CST) cresceu 1,2 ponto, fazendo com que o índice atingisse 70,7 pontos. O indicador que mede a perspectiva de demanda pelos serviços da empresa para os próximos três meses  foi o que apresentou maior contribuição para a alta  IE-CST no mês, com crescimento de 3,1 pontos entre janeiro de 2016 e dezembro de 2015, atingindo 72,2 pontos. Esta elevação não compensou a queda em dezembro (-1,9 ponto), mas merece destaque por ter sido impulsionada pelas expectativas de empresas atuantes no segmento de infraestrutura.