Custo de construção civil sobe 0,30% em agosto

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O item mão de obra não teve variação no custo de construção civil em agosto. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
O item mão de obra não teve variação no custo de construção civil em agosto. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
Materiais, equipamentos e serviços subiram 0,65% no custo de construção civil

O custo de construção civil, medido pelo  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 0,30% em agosto, abaixo do resultado do mês anterior, que foi de 0,72%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve variação de 0,65%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,97%. O índice referente à Mão de Obra não registrou variação em agosto, ante 0,51% em julho.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos foi de 0,73%. No mês anterior, a taxa havia sido de 1,11%. Todos os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, cuja taxa passou de 1,27% para 0,16%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,43%, em julho, para 0,33%, em agosto. Neste grupo, vale destacar a desaceleração da taxa do subitem aluguel de máquinas e equipamentos, cuja variação passou de 0,46% para 0,17%. 

O índice referente à Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,51%. 

Seis capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, apenas Belo Horizonte apresentou aceleração.

Confiança da construção civil tem queda

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas, caiu 1,6 ponto em agosto, atingindo 79,4 pontos . O resultado reverteu a alta de 1,7 ponto de julho. Em médias móveis trimestrais, o índice variou -1,0 ponto.

“Em apenas três meses, o Índice de Expectativas retrocedeu ao patamar de agosto do ano passado. O resultado sugere uma piora mais definitiva no cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas da construção. Embora, a percepção em relação aos negócios no momento corrente tenha melhorado nos últimos 12 meses, uma reversão desse movimento ainda deixaria a atividade em níveis historicamente muito baixos”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A queda do ICST em agosto foi exclusivamente influenciada pela piora das expectativas referentes aos negócios no curto prazo: o Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 3,5 pontos, atingindo 87,5 pontos, o menor nível desde julho do ano passado (85,0 pontos). A queda do IE-CST foi influenciada pelos dois quesitos que o compõem: o indicador demanda prevista caiu 3,2 pontos e o indicador tendência dos negócios, 3,7 pontos.