Custo de construção civil sobe 0,28% em novembro

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O índice referente à Mão de Obra não registrou alta no custo de construção civil em novembro. Foto: Pixabay.com
O índice referente à Mão de Obra não registrou alta no custo de construção civil em novembro. Foto: Pixabay.com
O índice Materiais e equipamentos teve alta de 0,75% no custo de construção civil

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,28 em novembro, acima do resultado do mês anterior, de 0,19%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,61%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,44%. O índice referente à Mão de Obra não teve variação. No mês anterior, a taxa de variação foi de -0,01%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,75%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,54%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,92% para 1,21%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,08%, em outubro, para 0,09%, em novembro. Neste grupo, vale destacar a aceleração de refeição pronta no local de trabalho, cuja taxa passou de -0,17% para 0,48%.

O índice referente à Mão de Obra não registrou variação em novembro. No mês anterior a taxa de variação foi de -0,01%.

Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Brasília registrou desaceleração.

Confiança em alta

Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,1 ponto em novembro, para 79,1 pontos, considerando-se dados ajustados sazonalmente. Esta foi a sexta alta consecutiva do índice.

“Em novembro, vale destacar que a percepção das empresas em relação à carteira de contratos teve forte avanço. Também houve aumento nas assinalações de contratações de mão de obra nos próximos meses – o indicador registrou a terceira alta consecutiva, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2014. Assim, as empresas chegam com a percepção de que a situação corrente dos negócios teve uma “despiora” ao longo do ano. O avanço não foi grande, o Índice de Situação Atual ainda se encontra distante de sua média histórica, mas estes resultados representam uma sinalização importante de melhora da atividade da construção nos últimos meses do ano, o que, por sua vez, traz perspectivas mais positivas para o setor em 2018”, avaliou, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.