Custo de construção civil sobe 0,28% em janeiro

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O índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,64% no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com
O índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,64% no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com
O índice do custo de construção civil é o dobro do de dezembro de 2017

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,28% em janeiro, acima do resultado do mês anterior, de 0,14%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,59%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,22%. O índice referente à Mão de Obra registrou alta de 0,03%. No mês anterior a taxa de variação foi de 0,07%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,64% no custo de construção civil. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,26%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,58% para 0,75%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,03%, em dezembro, para 0,39%, em janeiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração de taxas de serviços e licenciamentos, cuja variação passou de 0,00% para 0,91%.

O índice referente à Mão de Obra registrou 0,03% em janeiro. No mês anterior a taxa foi de 0,07%. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais de várias categorias em Recife.

Seis capitais tem alta

Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Recife registrou desaceleração.

Confiança em alta

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getúlio Vargas subiu 1,5 ponto em janeiro de 2018, para 82,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (85,4 pontos) .

“A alta da confiança dos empresários da Construção em janeiro pode ser vista como uma promissora indicação do desempenho setorial nos próximos meses. Ela traz indícios, por exempo, de retomada da atividade nos últimos meses. Mas é especialmente a evolução do indicador de emprego previsto que traduz bem a melhora do ambiente setorial presente e o avanço do otimismo em relação ao futuro. Por outro lado, para deixar claro que a retomada continua lenta, o indicador que capta a percepção em relação à carteira de contratos caiu na comparação com o mês anterior e está a poucos pontos de distância do patamar observado no ano passado”, destacou, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A alta do ICST em janeiro deveu-se exclusivamente às perspectivas de curto prazo do empresariado: o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 3,3 pontos, atingindo 95,9 pontos. Os dois quesitos que compõem o subíndice cresceram, com destaque para o indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes, que variou 5,0 pontos na margem, para 98,2 pontos.