Custo de construção civil sobe 0,27% em outubro

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Materiais e Equipamentos subiram 0,62% no custo de construção civil em outubro
Materiais e Equipamentos subiram 0,62% no custo de construção civil em outubro
Índice de mão de obra se manteve estável no  custo de construção
O  custo de construção civil medido pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 0,27% em outubro, acima do resultado do mês anterior, de 0,22%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,57%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,46%. O índice referente à Mão de Obra não apresentou variação, pelo segundo mês consecutivo.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,62%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,34%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, cuja taxa passou de 0,41% para 1,30%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,92%, em setembro, para 0,37%, em outubro. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo projetos, cuja variação passou de 2,00% para 0,43%.

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação no custo de construção civil: Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Belo Horizonte e São Paulo registraram desaceleração. Salvador manteve a mesma variação do mês anterior.

Confiança diminui

O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 3,9%, entre setembro e outubro, atingindo 63,4 pontos¹, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. “Os sucessivos recordes negativos dos indicadores de confiança do Setor da Construção vêm sofrendo grande contribuição do enfraquecimento do nível de atividade, que se acentuou nos últimos meses. Não por acaso, a falta de demanda vem sendo apontada pelas empresas como o principal limitador à melhoria do ambiente de negócios”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE. 

A percepção das empresas em relação à situação atual exerceu a maior contribuição para a queda do índice de confiança em outubro: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 7,9%, alcançando 45,3 pontos, mínimo histórico. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) recuou menos (-1,5%), mas também atingiu o mínimo histórico de 81,5 pontos.