Custo de construção civil sobe 0,26% em novembro

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No custo de construção civil, o índice referente à Mão de Obra não registrou variação no mês de novembro.Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
No custo de construção civil, o índice referente à Mão de Obra não registrou variação no mês de novembro.Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
Materiais e equipamentos sobem 0,63% no custo de construção civil

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,26% em novembro, abaixo do resultado do mês anterior, que foi de 0,33%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve variação de 0,56%, acima do mês anterior, quando a alta chegou a 0,46%. O índice referente à Mão de Obra não variou, no mês anterior este índice havia registrado alta de 0,22%.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a variação correspondente a Materiais e Equipamentos foi de 0,63%, ante 0,50% no mês anterior. Dos quatro subgrupos componentes, apenas materiais para estrutura apresentou acréscimo em sua taxa de variação, a qual passou de 0,19% para 0,62%.

A variação relativa a Serviços no custo de construção civil passou de 0,32%, em outubro, para 0,27%, em novembro. Neste grupo, vale destacar a desaceleração da taxa do subitem aluguel de máquinas e equipamentos, a qual passou de 1,27% para 0,24%.

O índice referente à Mão de Obra não registrou variação no mês de novembro, no mês anterior este índice havia subido 0,22%.

Capitais

Cinco capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida Belo Horizonte e São Paulo apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.

Confiança da construção civil é a maior desde janeiro

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas, subiu 2,9 pontos em novembro. Após três altas consecutivas, o índice atingiu 84,7 pontos, maior nível desde janeiro de 2015 (85,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,8 ponto.

“Nos três últimos meses, as expectativas de recuperação da demanda e de melhoria dos negócios no curto prazo aumentaram a confiança dos empresários do setor, um movimento que foi impulsionado com o desfecho das eleições. Paralelamente, o indicador de atividade mostra uma retomada ainda muito lenta, mas que já começa a repercutir sobre o emprego. Enfim, a atividade setorial ainda está muito aquém de sua média histórica, mas a direção é de retomada”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

Em novembro, a alta do ICST foi influenciada majoritariamente pela melhora das perspectivas para o curto prazo. O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 4,8 pontos, atingindo 95,8 pontos, voltando ao nível de janeiro deste ano. Os dois quesitos que compõem o índice cresceram, com destaque para o indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos próximos seis meses, que variou 7,0 na margem, para 96,5 pontos.