Custo de construção civil sobe 0,23% em março

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O índice correspondente a Materiais e Equipamentos aumentou 0,47% no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com/Divulgação
O índice correspondente a Materiais e Equipamentos aumentou 0,47% no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com/Divulgação
Materiais e equipamentos aumentam em 0,50% no custo de construção civil

O custo de construção civil, medido pelo  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 0,23% em março, acima do resultado do mês anterior, de 0,14%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve variação de 0,50%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,32%. O índice referente à Mão de Obra não registrou variação na passagem de fevereiro para março.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos aumentou 0,47% no custo de construção civil. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,40%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,26% para 0,38%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de -0,01%, em fevereiro, para 0,59%, em março. Neste grupo, vale destacar a aceleração de projetos, cuja variação passou de -1,47% para 1,26%.
O índice referente à Mão de Obra não registrou variação na passagem de fevereiro para março.

Cinco capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Recife e Porto Alegre registraram desaceleração.

Confiança da indústria sobe

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas avançou 1,3 ponto em março de 2018, para 101,7 pontos, o maior desde agosto de 2013 (101,9 pontos). Com o resultado, o ICI médio do primeiro trimestre fechou em 100,5 pontos. Isso representa 2,9 pontos acima do trimestre imediatamente anterior.

“Após quase cinco anos com prevalência de respostas desfavoráveis e pessimistas na pesquisa, o setor industrial brasileiro retorna a uma situação de normalidade em relação às avaliações sobre a situação atual e às perspectivas para o futuro próximo. Outro ponto de destaque da pesquisa é a continuidade do processo de recuperação da demanda no mercado interno e do nível de utilização da capacidade instalada. Esses indicadores perderam muito nos últimos anos e demoraram a dar sinais de recuperação consistente”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE.

Índice acima do Neutro

A alta da confiança industrial alcançou 9 dos 19 segmentos industriais em março. O Índice de Expectativas (IE) subiu 1,4 ponto, para 102,8 pontos, o maior desde junho de 2013 (104,9). Após cair 1,5 ponto no mês anterior, o Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,2 ponto em março, para 100,6 pontos. Essa é a primeira vez desde setembro de 2013 em que ISA e IE fecham, juntos, acima do nível neutro de 100 pontos. Isso indica que a satisfação da indústria com o momento presente e o otimismo com o futuro próximo estão, agora, acima do que as que geralmente o setor reporta na pesquisa.