Custo de construção civil sobe 0,19% em outubro

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O índice referente à Mão de Obra registrou variação de -0,01% em outubro no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de -0,01% em outubro no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com
O INCC, que mede o custo de construção civil, mostra que materiais e equipamentos subiram 0,54%

O custo de construção civil, medido  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,19% em outubro, acima do resultado do mês anterior, de 0,14%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,44%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,37%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de  -0,01%. No mês anterior, a taxa de variação foi de -0,04%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,54%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,42%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,56% para 0,92%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,17%, em setembro, para 0,08%, em outubro. Neste grupo, vale destacar a desaceleração de refeição pronta no local de trabalho, cuja taxa passou de 0,47% para -0,17%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de -0,01% em outubro, ante -0,04% no mês anterior. Esta variação deveu-se a ajustes nos níveis salariais de algumas ocupações.

Duas capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre, registraram desaceleração.

Confiança da construção sobe

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas avançou 0,5 ponto em outubro, considerando-se dados ajustados sazonalmente. Ao atingir 78,0 pontos, o índice chega ao maior nível desde fevereiro de 2015 (80,8 pontos).

“A quinta alta consecutiva do ICST fortalece a percepção de retomada dos investimentos em construção. No entanto, ainda são as expectativas que impulsionam o aumento da confiança, já que a situação presente manteve-se estável no mês. Da mesma forma, os indicadores de atividade da construção refletem um avanço muito tímido, como, por exemplo, a alta do emprego captada pelo Caged nos três últimos meses. Como o ciclo produtivo do setor é bastante longo, isto implica também um movimento mais demorado de recuperação.”, observou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.