Custo de construção civil pelo INCC recua em julho

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O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,37% no custo de construção civil devido aos reajustes salariais de Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,37% no custo de construção civil devido aos reajustes salariais de Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre
O item Mão de obra variou 0,37% no custo de construção civil no mês de julho

O custo de construção civil, medido pelo  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV),  registrou taxa de variação de 0,22% em julho, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,36%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,03%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,02%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,37%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 2,48%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,03%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,08%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se equipamentos para transporte de pessoas, cuja taxa passou de -1,24% para -0,88%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,39%, em junho, para 0,06%, em julho. Neste grupo, vale destacar a desaceleração de taxas de serviços e licenciamentos, cuja taxa passou de 2,18% para 0,11%.

Mão de obra

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,37% em julho, ante 2,48% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais de Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife e São Paulo. Em contrapartida, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram aceleração.

Indústria

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas avançou 1,3 ponto em julho de 2017, para 90,8 pontos. Com o resultado, o índice recupera menos da metade da queda de 2,8 pontos ocorrida no mês anterior. “A alta da confiança industrial no mês atenua a queda de junho mas é insuficiente para sinalizar uma retomada da tendência ascendente observada entre janeiro e maio deste ano. Grande parte da alta decorre da devolução da expressiva piora, no mês passado, das projeções para a evolução do pessoal ocupado. O grau de ociosidade retornou ao nível de maio e o setor não sinaliza aquecimento da produção nos próximos meses”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE.