Custo de construção civil em BH sobe 0,25%

0
381
O custo de construção civil por  metro quadrado em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N passou para R$1.333,86 em janeiro. Foto: Pixabay.com
O custo de construção civil por  metro quadrado em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N passou para R$1.333,86 em janeiro. Foto: Pixabay.com
O custo de construção civil em Belo Horizonte começa o ano em alta  

O custo de construção civil em Belo Horizonte, medido pelo Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² – projeto-padrão R8-N) registrou, em janeiro, alta de 0,25% na comparação com o mês anterior. Dentre os componentes do CUB/m² observou-se que o custo com material cresceu 0,39% e as despesas administrativas apresentaram elevação de 2,25%. O custo com equipamentos e o custo com a mão de obra mantiveram-se estáveis.

O custo de construção civil por  metro quadrado em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em dezembro/17 era R$1.330,58 passou para R$1.333,86 em janeiro/18. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Na composição do CUB/m² (projeto-padrão R8-N) o custo com a mão de obra representou em janeiro 55,91%, os materiais de construção responderam por 39,83% e as despesas administrativas/aluguel de equipamentos foram responsáveis por 4,26%.

Alta de materiais

Entre os materiais que apresentaram aumentos em seus preços em janeiro destacam-se: esquadria de correr (+3,06%), fio de cobre (+2,67%), aço CA 50 10mm (+2,30%), placa cerâmica (+1,79%), telha fibrocimento (+1,44%) e bacia sanitária (+1,43%).

Para o coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti, “espera-se que as expectativas da manutenção da inflação em patamares ainda baixos em 2018 mantenha o ritmo mais comportado no preço dos insumos”. Ele ressalta que apesar de alguns itens apresentarem aumentos elevados, referem-se a altas pontuais e não generalizadas e espera-se que este comportamento se mantenha em função das dificuldades ainda vivenciadas pelo setor da Construção.

Acumulado nos últimos 12 meses 

Nos últimos 12 meses o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 5,16%, o que foi reflexo das seguintes variações: 1,69% no custo com material de construção, 7,88% no custo com a mão de obra, 3,87% nas despesas administrativas e 7,20% no aluguel de equipamentos. Os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços neste período foram: disjuntor tripolar 70A (+13,84%), vidro liso transparente 4mm (+12,93%), chapa compensado plastificado (+9,52%), janela de correr (+8,80%), tubo de ferro galvanizado com costura (+8,66%), fio de cobre (+8,45%), tinta látex (+8,23%) e esquadria de correr (+8,03%).

Evolução do CUB Global/ Material/ Mão de Obra – Projeto-padrão R8-N
Mês/Ano % CUB Global % Custo Material % Custo Mão de obra Mês/Ano %

CUB Global

% Custo Material % Custo Mão de obra
Jan./17 0,12 0,29 0,00 Jan./18 0,25 039 0,00
Fev. 4,10 -0,38 7,88 Fev.
Mar. 0,05 0,12 0,00 Mar.
Abr. 0,03 0,07 0,00 Abr.
Maio -0,03 -0,07 0,00 Maio
Jun. 0,15 0,14 0,00 Jun.
Jul. 0,01 0,02 0,00 Jul.
Ago. 0,03 0,07 0,00 Ago.
Set. 0,15 0,38 0,00 Set.
Out. 0,06 0,70 0,00 Out.
Nov. 0,25 0,05 0,00 Nov.
Dez. 0,08 0,19 0,00 Dez.

Fonte e elaboração: Assessoria Econômica/Sinduscon-MG.

Resultado do CUB/m² desonerado

O CUB/m² desonerado aumentou 0,26% em janeiro/18, acumulando alta de 5,01% nos últimos 12 meses (fevereiro/17-janeiro/18).

A metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, ambos seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 189,74%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas (também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 155,94%.