Custo de construção civil em BH sobe 0,11% em outubro

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Na composição do custo de construção civil CUB/m² (projeto-padrão R8-N) a mão de obra representou, em outubro, 55,44%. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
Na composição do custo de construção civil CUB/m² (projeto-padrão R8-N) a mão de obra representou, em outubro, 55,44%. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
O custo de Construção civil revela que atividade permaneceu desaquecida em setembro

O custo de construção civil em Belo Horizonte, medido pelo Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² – projeto-padrão R8-N) aumentou 0,11% em outubro em relação ao mês anterior. Esta foi a menor variação observada nos primeiros dez meses do ano. O resultado é devido a menor variação no custo do material de construção, que em outubro, registrou a segunda menor alteração do ano: 0,28%. Além disso, os demais componentes, tais como, mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamentos, ficaram novamente estáveis.

O custo de construção civil, por metro quadrado, em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em setembro/18 era R$1.377,58 passou para R$1.379,14 em outubro. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Custo da mão de obra

Na composição do custo de construção civil CUB/m² (projeto-padrão R8-N) a mão de obra representou, em outubro, 55,44%, os materiais de construção responderam por 40,32% e as despesas administrativas/aluguel de equipamentos foram responsáveis por 4,24%.

Em outubro, os aumentos de preços foram observados nos seguintes itens: tubo de ferro galvanizado com costura 2 ½” (+3,56%), aço CA 50 10mm (+1,89%), bacia sanitária branca com caixa acoplada (+1,89%), placa cerâmica (+1,40%), fio de cobre antichama (+0,56%) e telha fibrocimento ondulada (+0,24%).

De acordo com o economista e coordenador do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, “o custo com material de construção que em alguns meses deste ano apresentou altas mais expressivas, voltou, nos últimos dois meses, a registrar aumentos mais razoáveis. Neste contexto, é bom ressaltar que as perspectivas da pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central, sinalizam que a inflação do País, medida pelo IPCA/IBGE, encerrará o ano de 2018 em 4,23%, ou seja, abaixo do centro da meta.

Destaca-se que a inflação sob controle é essencial para a estabilidade do cenário macroeconômico. Neste contexto, os juros em baixo patamar e as expectativas de realização das reformas estruturais necessárias ao desenvolvimento nacional fornecem um novo ânimo para a economia em 2019. Caso efetivamente as reformas, em especial a da previdência, se concretizem, o País poderá iniciar a sua rota rumo ao crescimento sustentado”, conclui.

Acumulado de janeiro a outubro

O CUB/m² (projeto-padrão R8N) nos primeiros dez meses do ano registrou alta de 3,65%. Já o custo com material aumentou, neste período, 5,07% e o custo com a mão de obra 2,53%. O custo com a despesa administrativa cresceu 5,00% enquanto o custo com aluguel de equipamentos aumentou 6,71%. Nos primeiros dez meses do ano os materiais que registraram as maiores elevações de preços foram: emulsão asfáltica impermeabilizante (+21,59%), esquadria de correr (+19,94%), fio de cobre antichama (+18,67%), porta interna semi oca para pintura (+18,26%), aço CA 50 10mm (+13,62%), cimento CP-32 II (+12,86%), tubo de ferro galvanizado com costura 2 ½” (+12,45%) e bacia sanitária branca com caixa acoplada (+12,03%).

Acumulado nos últimos 12 meses 

Nos últimos 12 meses o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 3,98%, o que foi reflexo das seguintes variações: 5,32% no custo com material de construção, 2,53% no custo com a mão de obra, 10,93% nas despesas administrativas e 14,39% no aluguel de equipamentos. Os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços neste período foram: emulsão asfáltica impermeabilizante (+22,62%), fio de cobre antichama (+20,27%), esquadrias de correr (+19,94%), porta interna semi oca para pintura (+18,27%), aço CA 50 10mm (+14,76%), cimento CP-32 II (+14,70%) e tubo de ferro galvanizado com costura 2 ½” (+12,45%).

Evolução do CUB Global/ Material/ Mão de Obra – Projeto-padrão R8-N
Mês/Ano % CUB Global % Custo Material % Custo Mão de obra Mês/Ano %

CUB Global

% Custo Material % Custo Mão de obra
Jan./17 0,12 0,29 0,00 Jan./18 0,25 039 0,00
Fev. 4,10 -0,38 7,88 Fev. 0,14 0,35 0,00
Mar. 0,05 0,12 0,00 Mar. 0,25 0,38 0,00
Abr. 0,03 0,07 0,00 Abr. 1,45 0,09 2,53
Maio -0,03 -0,07 0,00 Maio 0,17 0,44 0,00
Jun. 0,15 0,14 0,00 Jun. 0,49 1,22 0,00
Jul. 0,01 0,02 0,00 Jul. 0,30 0,72 0,00
Ago. 0,03 0,07 0,00 Ago. 0,31 0,76 0,00
Set. 0,15 0,38 0,00 Set. 0,13 0,33 0,00
Out. 0,06 0,70 0,00 Out. 0,11 0,28 0,00
Nov. 0,25 0,05 0,00 Nov.
Dez. 0,08 0,19 0,00 Dez.

Fonte e elaboração: Assessoria Econômica/Sinduscon-MG.

Resultado do CUB/m² desonerado 

O custo de construção civil CUB/m² desonerado aumentou 0,12% em outubro/18, acumulando alta de 4,40% nos primeiros dez meses do ano e 4,76% nos últimos 12 meses (nov/17-out/18). A metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, ambos seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 188,16%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas (também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 157,69%.

Sondagem revela desaquecimento

Em setembro, os resultados da Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais revelaram recuo da atividade – ainda que em menor intensidade do que no mês anterior. O número de empregados continuou em queda, o que vem ocorrendo desde 2014.

Desempenho da indústria da construção mineira  

O índice de atividade da Construção civil  marcou 49,8 pontos em setembro, aumento de 0,3 ponto frente a agosto (49,5 pontos). Esse foi o maior patamar alcançado desde outubro de 2012 (52,7 pontos). O indicador aproximou-se da linha de 50 pontos, que separa recuo de crescimento, sinalizando queda menos acentuada da atividade. O índice avançou 2,3 pontos em relação a setembro de 2017 e foi o maior para o mês desde 2012.

O indicador de atividade em relação à usual aumentou 3,7 pontos, e passou de 28,5 pontos, em agosto, para 32,2 pontos, em setembro. Apesar do crescimento mensal, o índice manteve-se abaixo de 50 pontos, o que significa que a atividade foi aquém da usual para setembro. Vale ressaltar, contudo, que foi o melhor indicador alcançado para o mês desde 2014.