Custo de Construção Civil diminui em maio

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O índice referente à Mão de Obra subiu 0,24% no Custo de Construção Civil em maio
O índice referente à Mão de Obra subiu 0,24% no Custo de Construção Civil em maio
Apesar da queda do Custo de Construção Civil, o Índice de Confiança do setor (ICST) recuou 5,1%, entre abril e maio 

O Índice Nacional de Custo de Construção Civil – M (INCC-M) registrou, em maio, alta de 0,45%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,65%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,67%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,95%. O índice referente à Mão de Obra subiu 0,24%. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,38%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice referente à Mão de Obra subiu 0,24% no Custo de Construção Civil em maio
O índice referente à Mão de Obra subiu 0,24% no Custo de Construção Civil em maio

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou alta de 0,79%. No mês anterior, a taxa havia sido de 1,14%. Dois dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 1,29% para 0,45%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,24%, em abril, para 0,22%, em maio. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo refeição pronta no local de trabalho, cuja variação passou de 0,96% para 0,44%.

O grupo Mão de Obra registrou variação de 0,24%, em maio. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,38%. A taxa de variação desta classe de despesa foi influenciada pelo reajuste salarial no Rio de Janeiro.

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Brasília, Recife e Rio de Janeiro registraram aceleração.

Confiança da construção cai

O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 5,1%, entre abril e maio, alcançando 72,9 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. O resultado sucede uma queda de 7,8%, em março, e uma alta de 0,5%, em abril.

 “A queda na demanda está se traduzindo em uma severa redução da atividade setorial. Este cenário se complica com as dificuldades em relação ao crédito. Além das famílias, que estão sofrendo com a elevação das taxas de juros, as empresas também estão reportando aumento da dificuldade de acesso ao crédito a cada sondagem, o que afeta diretamente as possibilidades de recuperação do setor”, comentou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A piora do índice em maio foi decorrente de movimentos desfavoráveis tanto das avaliações em relação ao estado atual dos negócios quanto das expectativas em relação aos meses seguintes: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 6,2%, após ter recuado 3,1% em abril, alcançando 59,4 pontos, recorde negativo histórico. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) apresentou queda de 4,3%, após crescer 3,3%, em abril, alcançando 86,4 pontos.