Custo de construção civil diminui em dezembro

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O índice referente à Mão de Obra registrou 0,07% em dezembro no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com
O índice referente à Mão de Obra registrou 0,07% em dezembro no custo de construção civil. Foto: Pixabay.com
Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas, o custo de construção civil  variou 0,14% no mês

O custo de construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 0,14% em dezembro, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,28%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,22%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,61%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,07%. No mês anterior não houve variação. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,26%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,75%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 1,21% para 0,58%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,09%, em novembro, para 0,03%, em dezembro. Neste grupo, vale destacar a desaceleração de refeição pronta no local de trabalho, cuja taxa passou de 0,48% para 0,08%.

O índice referente à Mão de Obra registrou 0,07% em dezembro. No mês anterior não houve variação. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais de várias categorias em Recife.

Capitais
Seis capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação no custo de construção civil: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Recife registrou aceleração.

Já o Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas avançou 2,0 pontos em dezembro, para 81,1 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (84,9 pontos) . “A contínua melhora da confiança no setor da Construção ao longo do ano mostra que, na percepção do empresariado, o pior da crise já passou. A leitura mais favorável a respeito da situação corrente dos negócios avançou especialmente a partir do segundo semestre, o que pode se refletir na atividade setorial nos próximos meses. O segmento de Preparação do Terreno, que costuma antecipar tendências do setor, vem avançando desde o segundo trimestre. Mais recentemente, outro sinal favorável é o aumento gradual da confiança do segmento de Edificações Residenciais”, avaliou, Itaiguara Bezerra, coordenador da Sondagem da FGV IBRE.

Melhora no curto prazo

A alta do ICST em dezembro deveu-se majoritamente às perspectivas de melhora no curto prazo. O Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 3,2 pontos, para 92,6 pontos – maior nível desde março de 2014 (96,0 pontos). Os dois quesitos que integram este subíndice avançaram, com destaque para o indicador que projeta a tendência para a demanda nos próximos três meses, que variou 3,5 pontos, para 91,7 pontos.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) cresceu pelo sétimo mês seguido, ao variar 0,9 ponto e alcançar 70,1 pontos, nível ainda muito baixo em termos históricos. O indicador que mais contribuiu para a alta foi o que mede o grau de satisfação com a situação corrente dos negócios, que subiu 2,3 pontos, para 73,0 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 0,2 ponto percentual (p.p.), atingindo 64,0%. O NUCI de Mão de Obra cresceu 0,3 p.p. e o de Máquinas e Equipamentos recuou na mesma magnitude.