Custo da construção civil sobe 1,37% em maio

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Custo da construção civil: mão de obra subiu 2,20% em maio
Custo da construção civil: mão de obra subiu 2,20% em maio
O INCC, da Fundação Getúlio Vargas, que mede o custo da construção civil continua em alta

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 1,37% em maio, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou acima do mês anterior, 0,67%. No ano, o índice acumula variação de 3,43% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,89%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,93%.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,50%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,95%. Os quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 1,09% para 0,61%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,84%, em abril, para 0,36%, em maio. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo projetos, cuja variação passou de 1,52% para 0,35%.

O grupo Mão de Obra registrou variação de 2,20% em maio. No mês anterior, a variação foi 0,42%. A aceleração foi consequência dos reajustes salariais ocorridos em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Duas capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador e São Paulo. Em contrapartida, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram desaceleração.

Cai a confiança da construção 

Já o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas, registra queda pelo terceiro mês consecutivo. O ICST do trimestre findo em maio de 2014 variou -8,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior, a maior queda desde agosto de 2012 (-9,8%). Na mesma base de comparação, as variações haviam sido de -3,3% e -5,9% em março e abril, respectivamente.

A piora nos dois últimos meses foi mais acentuada nas expectativas que nas percepções em relação à situação atual dos negócios. Em bases trimestrais, a variação interanual do Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -7,7%, no trimestre findo em abril, para -11,4%, em maio – a maior queda da série nesta base de comparação. Em termos mensais, a variação passou de -12,2% em abril para -13,4% em maio.

A variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -3,7%, em abril, para -5,3%, em maio – a maior desde dezembro de 2013 (-6,2%). Em termos mensais, houve melhora relativa do ISA-CST ao passar de -8,9%, em abril, para -5,2%, em maio.

O resultado geral da pesquisa sugere que o nível de atividade do setor vem desacelerando ao longo do segundo trimestre de 2014 e que as perspectivas do setor são pouco favoráveis para o restante do ano.