Custo da construção fica em 0,20% em outubro

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Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro
Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro

Confiança da construção civil tem forte queda no trimestre

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em outubro, alta  de 0,20%, acima do resultado do mês anterior, de 0,16%, segundo a Fundação Getúlio Vargas. No ano, o índice acumula variação de 6,14% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 6,66%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,43%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,34%. O índice referente à Mão de Obra não registrou variação, pelo segundo mês consecutivo.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro
Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos aumentou 0,53%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,37%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, cuja taxa passou de 0,38% para 0,78%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,22%, em setembro, para 0,05%, em outubro. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo projetos, cuja variação passou de 0,45% para 0,01%. 

Cinco capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Salvador e Belo Horizonte registraram desaceleração.  

Confiança cai – O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, apresentou forte queda no trimestre findo em outubro de 2014, ao variar -14,8%, frente ao mesmo período de 2013; em setembro, a taxa de variação interanual havia alcançado  -12,3%.

Na métrica interanual mensal, a queda do indicador foi ainda mais significativa: a variação do ICST ficou em -19,9%, em outubro – o pior resultado da série histórica. Em setembro, a variação havia sido de -16,1%.

“Os empresários da construção estão apontando a demanda insuficiente como o principal fator de limitação à melhoria da atividade setorial. A demanda está fraca tanto nos segmentos que dependem das decisões privadas quanto nos segmentos de infraestrutura. Assim o ciclo de obras, que se encerra, não tem perspectiva imediata de retomada”, destaca  Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.