Custo da construção fica em 0,16% em setembro

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O Sinapi subiu 6,66% em 12 meses, segundo o IBGE
O Sinapi subiu 6,66% em 12 meses, segundo o IBGE

O Índice Nacional de Custo da Construção civil – M (INCC-M) registrou, em setembro, taxa de variação de 0,16%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,19%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula alta de 5,93% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 6,79%. O INCC-M é calculado com base nos preços pesquisados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu de 0,34%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,15%. O índice referente à Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, a variação foi de 0,23%.

Custo da construção civil subiu 6,79% em 12 meses, segundo a FGV
Custo da construção civil subiu 6,79% em 12 meses, segundo a FGV

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos teve alta de 0,37%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,16%. Os quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,06% para 0,20%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,12%, em agosto, para 0,22%, em setembro. Neste grupo, vale destacar a aceleração do subgrupo projetos, cuja variação passou de 0,05% para 0,45%.

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo registraram aceleração.

Confiança da construção – Já o Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas volta a registrar piora relativa no trimestre findo em setembro de 2014, ao variar -12,3% frente ao mesmo período do ano anterior; em agosto, o recuo havia sido de 9,9%. Este é o pior resultado da série nesta base de comparação temporal.

Na métrica interanual mensal, a queda  do indicador foi ainda mais acentuada: a variação do ICST ficou em -16,1% em setembro, ante -8,4%, em agosto.

 “Pela primeira vez tem-se mais empresas assinalando redução de trabalhadores do que aumento, o que deve repercutir no mercado de trabalho nos próximos meses.”, observa Ana Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A piora relativa do ICST decorreu sobretudo  das avaliações em relação ao atual estado dos negócios. Em bases trimestrais, a variação interanual do Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -5,5%, no trimestre findo em agosto, para -9,7 %, em setembro. Em termos mensais, a queda foi mais aguda : passou de -4,3%, em agosto, para -15,1%, em setembro.

A variação interanual trimestral do Índice de Expectativas (IE-CST) seguiu a mesma tendência mas de forma mais branda, ao passar de -13,5%, em agosto, para -14,5%, em setembro. Em base interanuais mensais, a queda do IE-CST também foi mais significativa, ao passar de -11,7%, em agosto, para -16,8%, em setembro.

Dos 11 segmentos pesquisados, sete apresentaram piora na métrica interanual trimestral. Os principais destaques negativos foram Obras Viárias, cuja taxa passou de -8,9%, em agosto, para -13,2%, em setembro; Obras de Arte Especiais, de -11,5% para -14,9%; e Obras de Montagem, de 9,4% para 6,1%, respectivamente, nos mesmos períodos.