Custo da construção diminui em março

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A mão de obra subiu 0,31% no custo da construção civil em março, segundo a FGV
A mão de obra subiu 0,31% no custo da construção civil em março, segundo a FGV

Com o custo da construção em alta, o índice de confiança do setor cai pelo quarto mês consecutivo

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em março, taxa de variação de 0,36%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,50%, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira (26/03) . O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,77%. O índice referente à Mão de Obra aumentou 0,31%. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,26%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

A mão de obra subiu 0,31% no custo da construção civil em março, segundo a FGV
A mão de obra subiu 0,31% no custo da construção civil em março, segundo a FGV

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,65%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 1,24% para 0,68%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 1,24%, em fevereiro, para 0,44%, em março. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo vale transporte, cuja variação passou de 4,83% para 1,01%. O grupo Mão de Obra registrou variação de 0,31%, em março. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,26%. A aceleração desta classe de despesa ocorreu pelo reajuste salarial em Salvador.

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Brasília e Recife registraram aceleração.

Índice de confiança continua em queda

O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 8,0% entre fevereiro e março, atingindo 76,3 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. A queda, além de ser a quarta consecutiva, foi a mais expressiva da série, retratando um empresariado crescentemente insatisfeito e pessimista em relação aos rumos de curto prazo do setor.

“Os sucessivos recordes negativos registrados pela sondagem mostram que o nível de atividade do setor está caindo rapidamente. O elemento inesperado está vindo do segmento de infraestrutura, porque, neste caso, as dificuldades não estão relacionadas ao término de obras, como no segmento imobiliário, mas a obras que estão sendo paralisadas independentemente do estágio, o que tende a gerar um impacto ainda mais forte. E a percepção dos empresários é de que este quadro tende a se agravar nos próximos meses”, destacou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A queda do ICST em março decorreu principalmente da piora das expectativas de curto prazo: o Índice de Expectativas (IE-CST) variou -7,3%, a maior queda histórica, após recuar 4,7% no mês anterior. Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST), caiu 8,9% no mês, ante -9,9%, em fevereiro. Ambos os índices chegaram aos menores níveis da série, confirmando a continuidade do quadro de desaceleração do setor neste início de ano.

A piora das expectativas atingiu os dois quesitos que integram o IE-CST: o indicador que mede o grau de otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes recuou 9,0%, a maior variação negativa da série, ao passar de 98,5 pontos, em fevereiro, para 89,6 pontos, em março. O quesito que mede as expectativas em relação à evolução da demanda nos três meses seguintes passou de 88,4 pontos para 83,8 pontos no mesmo período, uma queda de 5,2%.

O recuo do ISA-CST no mês foi influenciado majoritariamente pelo indicador de evolução recente da atividade, que declinou 11,4% em relação a fevereiro, atingindo 61,4 pontos. O indicador que mede o grau de satisfação com situação atual dos negócios recuou, 6,5%, ao passar de 75,1 para 70,2 pontos entre fevereiro e março.