Custo da construção civil sobe 0,70% em janeiro

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O grupo Mão de obra subiu 0,77% no custo da construção civil em janeiro
O grupo Mão de obra subiu 0,77% no custo da construção civil em janeiro

Índice de confiança da construção recua 6,1% no mês, segundo a Fundação Getulio Vargas

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 0,70%  em janeiro, acima do resultado do mês anterior, de 0,25%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve alta de 0,62%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,27%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,77%. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,24%.

O grupo Mão de obra subiu 0,77% no custo da construção civil em janeiro
O grupo Mão de obra subiu 0,77% no custo da construção civil em janeiro

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,53%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,29%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para instalação, cuja taxa passou de 0,24% para 1,55%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,19%, em dezembro, para 0,99%, em janeiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração do subgrupo vale transporte, cuja variação passou de 0,00% para 5,64%.

O grupo Mão de Obra registrou variação de 0,77%, em janeiro. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,24%. A aceleração desta classe de despesa ocorreu pelo reajuste salarial em Belo Horizonte e pela antecipação de 2,50% do reajuste salarial aguardado para Porto Alegre.

Seis capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contrapartida, Recife registrou desaceleração.

Confiança em queda

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas recuou 6,1% em janeiro de 2015 em relação ao mês anterior, alcançando 90,8 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. “Depois de anos lidando com a falta de mão de obra qualificada, o empresário da construção agora vê como maior problema a demanda fraca em todos os seus segmentos. Assim, a forte retração do emprego observada no último trimestre de 2014, não deve ser compensada nos próximos meses. O maior pessimismo indica uma continuidade do movimento de redução da atividade e do emprego”  observa Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A piora relativa do índice em janeiro foi decorrente de movimentos desfavoráveis tanto das avaliações em relação ao estado atual dos negócios quanto das expectativas em relação aos meses seguintes: o Índice da Situação Atual (ISA-CST), caiu 7,5%, após recuar 1,8%, em dezembro, alcançando 81,9 pontos. O Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 5,0%, ao passar de 104,8 pontos, em dezembro, para 99,6 pontos, em janeiro. Tanto o ISA-CST quanto o IE-CST são os menores índices da série histórica da pesquisa.

O movimento negativo do ISA-CST foi influenciado majoritariamente pelo quesito situação atual dos negócios que recuou 9,8% em relação ao mês anterior, atingindo 85,9 pontos. O indicador que capta a evolução recente da atividade também apresentou movimento decrescente ao passar de 81,8 pontos, em dezembro, para 77,8 pontos, em janeiro, variando -4,9%.

O IE-CST refletiu a queda dos dois quesitos que o compõem, com maior contribuição daquele que mede a percepção das empresas quanto à situação dos seus negócios para os próximos seis meses, cujo indicador passou de 111,7 pontos, em dezembro, para 105,1 pontos, em janeiro, uma queda de 5,9%. O indicador do quesito que capta a expectativa em relação à evolução da demanda nos os três meses seguintes recuou 3,9% na comparação com o mês anterior.

A edição de janeiro de 2015 coletou informações de 670 empresas entre os dias 05 e 23 deste mês.