Contratos de aluguel em São Paulo caem 1%

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Em setembro, foram vendidos 2.787 imóveis em São Paulo
Em setembro, foram vendidos 2.787 imóveis em São Paulo

Em 12 meses, contratos de locação residencial apresentam alta de 3,83%, ante um IGP-M de 4,89%

O volume de aluguel em São Paulo contratados em agosto caiu 1% em agosto relação ao mês de julho, segundo pesquisa mensal do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Com isso, a alta acumulada dos aluguéis nos últimos 12 meses encerrados em agosto totalizou 3,83%, percentual inferior à variação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do mesmo período, de 4,89%. “A variação acumulada de 3,83% é a menor registrada desde setembro de 2006, mês em que o aumento em 12 meses foi de 3,76%”, diz Mark Turnbull, diretor de Locação do Secovi-SP.

Em 12 meses, a alta do aluguel em São Paulo foi de 3,83%

Em agosto, os imóveis de 2 quartos tiveram as maiores quedas de aluguel, de 1,6%. Enquanto isso, as residências de 3 quartos tiveram decréscimo de 0,7% e as de 1 quarto, de 0,4%.

O valor médio dos imóveis para aluguel em São Paulo foi de R$ 33,77 o metro quadrado para moradias de 1 quarto, enquanto o valor para imóveis de 2 quartos ficou próximo de R$ 25 e para os de 3 dormitórios foi de R$ 23,24. Vale lembrar que a média envolve imóveis em bom estado de conservação, mas que inclui imóveis de várias idades e qualidade de construção.

O fiador foi a modalidade garantidora da maior parte dos imóveis locados: 47%.  Outro tipo de garantia muito utilizado foi o depósito de até três meses de aluguel, responsável por um terço das moradias alugadas. O seguro-fiança foi usado em um quinto das unidades locadas.

As casas foram alugadas mais rapidamente em agosto, tendo sido escoadas em um período médio de 15 a 35 dias. Os apartamentos demoraram um pouco mais. Seu IVL (Índice de Velocidade de Locação), que mede em número de dias quanto tempo se levar para assinar um contrato de locação, variou de 21 a 43 dias.

Bairro Saúde – Uma das mais antigas regiões da cidade, a denominação original do bairro era Nossa Senhora da Saúde, nome depois simplificado para Saúde.

Nas ruas do Saúde predominam as pessoas de classe média alta. Também há forte presença de moradias de 2 e 3 quartos. Essa característica se reflete no comportamento dos preços médios segmentados por número de dormitórios. No período de agosto de 2008 a agosto de 2014, houve um aumento de 139,3% no valor de locação dos imóveis de 1 quarto. No mesmo período, o IGP-M evoluiu 34,6% e o valor médio do aluguel em São Paulo, 82,2%.

Esse aumento médio próximo dos 140% é reflexo da pequena oferta de imóveis de 1 quarto, que não dá conta da demanda vinda de estudantes, profissionais com atividade temporária, recém-casados, separados ou pessoas em início de vida independente. Por isso mesmo, o bairro está entre os que tiveram os maiores aumentos de valor de locação, na cidade, para moradias de 1 dormitório entre agosto de 2008 a agosto de 2014. Esse grupo é composto também por Vila Formosa, com 195%, Vila Carrão (169%), Pompéia (159%) e Itaquera (143%).

Fonte: Secovi-SP.