Contratar síndico profissional requer cuidados

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Cristiano Trindade é síndico profissional de dois condomínios
Cristiano Trindade é síndico profissional de dois condomínios

Com o novo Código Civil, a atividade de síndico profissional ganha destaque no mercado

A figura do síndico, geralmente eleito pelos condôminos, é fundamental para fazer valer todas as normas e regulamentos de um edifício. Entretanto, dificilmente, um morador se dispõe a tratar dos assuntos administrativos e coletivos com a atenção e o tempo necessário. O novo Código Civil de 2002 possibilitou a eleição de síndico profissional que não seja necessariamente um condômino mediante remuneração, o que tem atraído muitos profissionais para a área.

Cristiano Trindade é síndico profissional de dois condomínios
Cristiano Trindade é síndico profissional de dois condomínios

Entretanto, é importante que o síndico profissional possua formação adequada à atividade administrativa e gestão de bens e pessoas, e tenha conhecimento ou auxílio de um advogado ou departamento jurídico especializado para que possa desempenhar sua função de forma satisfatória.

Segundo o advogado e corretor imobiliário Alexandre Fadel, desde 2003, nota-se o crescimento do número de profissionais e o aumento da escolha pelos condomínios em eleger um síndico sem vínculos. “Esse incremento ocorre, principalmente, em grandes condomínios, devido às inúmeras providências que se requer. Entre elas, a transferência das funções administrativas que demandam um razoável tempo do condômino/síndico, que muitas vezes não tem condição de conciliar essa função com o trabalho. Uma terceira pessoa é mais imparcial para resolver as questões de convivência, sem que ocorra o desgaste entre os moradores. Esse profissional, normalmente, é qualificado para a função e tem experiência nos procedimentos administrativos necessaries ”, explica.

O síndico profissional tem o direito e dever de administrar o condomínio conforme funções legais e outorgadas pela convenção em troca da remuneração estipulada e aprovada em assembleia. De acordo com o artigo 1.348 do Código Civil, dentre as competências do profissional, estão convocação da assembleia dos condôminos; representação do condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, ato necessário à defesa dos interesses comuns; cumprimento da convenção, regimento interno e determinações da assembleia; e elaboração do orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano.

Há 3 anos, Cristiano Trindade é síndico. Porém, há 1 ano, resolveu se profissionalizar. Sócio em uma empresa de reparação automotiva e com formação jurídica, decidiu parar de trabalhar no próprio negócio para administrar dois condomínios. “Atualmente, a maioria das pessoas não tem disponibilidade para administrar o imóvel no qual mora ou trabalha. Essa é uma atividade muito desgastante devido às responsabilidades cíveis e criminais, exigências legais relativas à seguro e incêndio e tributos. O síndico é responsável pela qualidade de vida de várias famílias e, muitas vezes, precisa intermediar conflitos. A contratação de um síndico profissional evita dissabores que um síndico tradicional teria por ser morador”, explica.

É necessário possuir algumas características e conhecimento acerca do ramo imobiliário para se tornar síndico profissional “É preciso ser ativo e proativo. Possuir conhecimentos básicos em gestão administrativa e de pessoas e legislação imobiliária”, avalia Trindade.

O custo de contratação de um síndico profissional pode variar de R$25 a R$50 por unidade. O valor é determinado por fatores como tipo de imóvel – residencial ou comercial; existência de área de lazer; número de unidades  e de funcionários, próprios ou terceirizados; receita condominial; quantidade de unidades de torres, entre outros.

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