Construtoras buscam soluções para falta de terrenos em BH

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Lei do Uso e Ocupação do Solo restringe a construção de prédios altos

Terrenos em BH. A escassez de áreas para a construção civil  é um problema  na capital mineira. Frente a esse dilema, construtoras “arregaçam” as mangas e buscam  soluções que beneficiam a todos, inclusive clientes. Os prédios altos surgiram em 1998 com a revisão das regras de uso do solo. O limite de altura não era mais parâmetro para autorizar obras de imóveis residenciais. A partir daí, os chamados espigões ou arranha-céus passaram a fazer parte da paisagem de várias cidades.

Mas, ao que tudo indica, os espigões estão em baixa.  Após a nova  Lei  9959, de 20 de Julho de 2010, que regulamentou  de uso e ocupação do solo em Belo Horizonte, a Gelu, Gerência de Licenciamento Urbanístico, órgão da prefeitura responsável pela aprovação e liberação de alvarás de obras na capital, registrou queda de mais de 10%, no começo do ano passado, nos pedidos de autorização para edificações em comparação com 2010.  A Lei reduziu em torno de 25% os coeficientes de aproveitamento de terrenos.

O território de Belo Horizonte, com 330,23 km², tem limitações se comparado com outros municípios que englobam a Região Metropolitana e algumas do interior. Esmeraldas, por exemplo, tem um território 2,7 maior que a Capital; Jaboticatubas 3,3; Corinto 7,6 e Uberaba 13,8 maior que área de Belo Horizonte, que possui apenas cerca de 20 mil lotes vagos.

Isso reflete, entre outros fatores, a falta de grandes áreas destinadas à construção civil na capital mineira. “Com certeza falta terreno na cidade. Hoje, não existem muitas áreas com porte para grandes empreendimentos residenciais”, alerta Peterson Querino, diretor da construtora Casa Mais.

Contudo, construtoras encontram soluções para manter o setor aquecido. A construtora Casa Mais, por exemplo, aposta nos investimentos em terrenos menores para enfrentar a desaceleração na construção civil. Terrenos menores para residenciais com até seis andares têm mais vantagens. Entre elas, a de não serem atrativas para grandes construtoras. Assim, ficam disponíveis para negociação no mercado.

Terrenos menores são mais fáceis de serem aprovados junto aos órgãos competentes de licenciamento e regulação urbana. “Com isso o processo é bem mais ágil do que o de grandes empreendimentos. Logo, a entrega do apartamento é feita em um prazo mais curto, o que torna certa a venda”, salienta Peterson.

Para quem adquire o imóvel com este perfil, os atrativos estão na segurança e privacidade. “Como é menor, consequentemente, há menos pessoas circulando no prédio e o controle de quem entra e sai do condomínio é mais fácil”, lembra Peterson Querino. Além disso, não existe aquela sensação de impessoalidade comum em edifícios de mais andares e blocos, onde é habitual que as pessoas sequer conheçam todos os vizinhos. Outro ponto a favor destas construções é o condomínio mais barato.