Construir ficou mais caro em agosto

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O custo da mão de obra para construir subiu 1,27% em agosto
O custo da mão de obra para construir subiu 1,27% em agosto
Construir um imóvel teve variação de custo de 0,80% no mês

O custo de construir subiu 0,80% em agosto, segundo o  Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), pesquisado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em junho, o índice foi de 0,66%. O item relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,27%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,17%. O índice referente à Mão de Obra teve alta de 1,27%. No mês anterior, a variação registrada foi de 1,10%.

O custo da mão de obra para construir subiu 1,27% em agosto
O custo da mão de obra para construir subiu 1,27% em agosto

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos subiu 0,19%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,15%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,45% para 0,67%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,23%, em julho, para 0,58%, em agosto. Neste grupo, vale destacar a aceleração do subgrupo projetos para construir, cuja variação passou de 0,36% para 1,31%.

O grupo Mão de Obra subiu 1,27%, em agosto. No mês anterior, a variação registrada foi de 1,10%. A variação desta classe de despesa foi influenciada pelos reajustes salariais no Distrito Federal e Porto Alegre.

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Salvador e São Paulo registraram desaceleração. Recife manteve a taxa de variação do mês anterior.

Confiança estável

O Índice de Confiança da Construção (ICST) ficou estável, em 70,8 pontos, entre julho e agosto. O resultado sucede três quedas consecutivas: -4,3%, em maio, -0,4%, em junho e -3,9%, em julho. No ano, o ICST acumula queda de 25,7%. “Apesar da estabilidade do ICST, a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios continuou piorando. A rapidez da queda tem sido significativa e está se refletindo no mercado de trabalho. Com os novos cortes no PAC, os atrasos no MCMV e a paralisia do mercado imobiliário, o cenário deverá continuar difícil para os próximos meses”, comentou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.