Construção em Belo Horizonte teve alta de 0,12% em janeiro

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Em janeiro sete materiais, entre os 26 pesquisados, apresentaram aumentos em seus preços e impactaram o custo de construção em Belo Horizonte
Em janeiro sete materiais, entre os 26 pesquisados, apresentaram aumentos em seus preços e impactaram o custo de construção em Belo Horizonte
O custo de construção em Belo Horizonte por m2 para o padrão R8-N foi de R$1.268,36

O custo de construção em Belo Horizonte, medido pelo Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² – projeto-padrão R8-N) registrou, em janeiro/17, alta de 0,12% na comparação com o mês anterior. Em janeiro/16 a variação foi de 0,38%. O aumento mais moderado do custo com material de construção (+0,29%) e a estabilidade dos demais componentes (mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento) contribuíram para o resultado do primeiro mês de 2017.

Assim, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em dezembro era R$1.266,87 passou para R$1.268,36 em janeiro. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A menor variação do custo com material de construção nos últimos meses tem reduzido a sua participação na composição do CUB/m². Assim, enquanto em janeiro/16 o custo com material correspondia a 43,67% do total, em janeiro/17 esse número foi reduzido para 41,19%. Já o custo com a mão de obra representou 54,50% do custo da construção no primeiro mês do ano, enquanto as despesas administrativas responderam por 4,10% e os equipamentos foram responsáveis por 0,21% do custo.

Materiais

Em janeiro sete materiais, entre os 26 pesquisados, apresentaram aumentos em seus preços, entre eles: tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto 150mm (+4,46%), placa cerâmica (+2,93%), janela de correr tamanho 1,20 x 1,20m (+2,89%), fechadura para porta interna (+2,49%) e tubo de ferro galvanizado 2 1/2” (+1,89%).

Para o coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti, a inflação não deve fugir do controle em 2017, o que poderá contribuir para que os materiais de construção continuem apresentando aumentos moderados. “A economia nacional iniciou 2017 com uma nova perspectiva: a inflação próxima ao centro da meta, as expectativas do fim da recessão, com crescimento positivo do PIB em 2017 são algumas das variáveis que justificam a esperança maior de resultados positivos neste ano. Neste contexto, não está no radar aumentos exagerados do custo setorial no transcorrer do ano 2017”, analisa o coordenador.

Últimos 12 meses 

Nos últimos 12 meses o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 7,71%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 1,59% no material de construção, 11,92% na mão de obra, 20,83% na despesa administrativa e estabilidade no custo com aluguel de equipamento. Neste período, os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços foram: placa de gesso liso (+15,22%), placa cerâmica (+14,37%), vidro liso transparente 4 mm (+13,93%), esquadria de correr (+9,53%), janela de correr (+8,89%), tinta látex PVA (+7,82%) e tubo de PVC-R reforçado para esgoto (+7,20%).

CUB/m² desonerado

O CUB/m² desonerado aumentou 0,13% em janeiro/17, acumulando elevação de 7,48% nos últimos 12 meses (fevereiro/16 – janeiro/17). A metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, ambos seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m² que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 187,70%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas (também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 154,01%.