Construção civil deve crescer no máximo 1% em 2014, diz CBIC

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A indústria da construção civil prevê um crescimento entre 0 e 1% neste ano
A indústria da construção civil prevê um crescimento entre 0 e 1% neste ano
Previsão de crescimento da construção civil foi revisada para baixo

Em almoço  com jornalistas realizado em Brasília, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, informou que a previsão inicial da entidade, de crescimento do setor da construção civil, de 2,5% em 2014, foi revisada para baixo, ficando entre zero e 1%.

Segundo José Carlos, o motivo para a redução da previsão de crescimento em 2014 é  a queda no ritmo de contratações das obras de infraestrutura (PAC), do governo federal, a demora das concessões e a proximidade da data limite para o término do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e do cumprimento da meta estabelecida, sem a certeza de quando terá início a terceira etapa.  “A economia desacelerou e os setores colocaram o pé no freio do investimento. As obras da Copa acabaram e as concessões não ocorreram na velocidade que esperávamos”, disse o presidente da CBIC.

De acordo com a CBIC, mesmo após lançadas as obras, os prazos de contratação e execução não serão imediatos. Na conversa com jornalistas, José Carlos Martins  informou que a CBIC apresentou recentemente ao governo federal pleito para prorrogação até junho de 2015 do MCMV, cujo prazo de contratação acaba em dezembro de 2014, e aumento da meta física. O objetivo é evitar descontinuidade nas obras, como ocorreu na transição entre as fases 1 e 2 do programa, em 2011.

A CBIC vai solicitar ao presidente eleito em outubro que o governo federal aumente para 350 mil o número de unidades que devem ser construídas na segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida, e que o prazo para as construções seja prorrogado até a metade do ano de 2015.

Os empresários do setor vão aguardar os resultados da construção civil no segundo semestre deste ano, para avaliar os investimentos na indústria em 2015.