Construção civil em Minas Gerais tem novo recuo

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O índice de Sondagem da construção civil em Minas Gerais atingiu 43,0 pontos em março. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
O índice de Sondagem da construção civil em Minas Gerais atingiu 43,0 pontos em março. Foto: Sinduscon-MG/Divulgação
Indicadores da construção civil em Minas Gerais ficam abaixo de 50 pontos

A construção civil em Minas Gerais ficou com índice abaixo dos 50 pontos, de acordo com a Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais, elaborado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG). Em março, o índice chegou a 43,0 pontos. Os 50 pontos  é o  valor que separa recuo de aumento. O resultado da pesquisa também apontou que a atividade ficou abaixo da considerada usual. Os números são referentes ao mês de março.

Já os dados trimestrais indicaram dificuldade para obtenção de crédito e empresários insatisfeitos com o lucro operacional e com a situação financeira de suas empresas.

De acordo com os respondentes, a demanda insuficiente permanece como o principal problema enfrentado pela indústria, seguida por elevada carga tributária, falta de capital de giro, burocracia excessiva e inadimplência dos clientes.

Para os próximos seis meses, empresários do setor da construção civil em Minas Gerais antecipam aumento do nível de atividade. Contudo, os indicadores de lançamentos de novos empreendimentos e serviços e de compras de insumos e matérias-primas sinalizam estabilidade.

Desempenho da indústria 

O índice de atividade da Construção marcou 43,0 pontos em março, mantendo-se abaixo de 50 pontos desde novembro de 2012- valores abaixo de 50 pontos revelam queda da atividade. O indicador foi, inclusive, inferior ao registrado em março de 2017 (44,8 pontos), evidenciando a defasagem do setor em relação à recuperação já observada, desde o ano passado, em outras atividades industriais (indústria de transformação e extrativa).

Condições financeiras da indústria da construção mineira 

Os indicadores financeiros são divulgados trimestralmente e medem a satisfação dos empresários da Construção com o lucro operacional e com a situação financeira, bem como a facilidade das empresas em obter crédito. Valores abaixo de 50 pontos indicam insatisfação dos industriais ou dificuldade de acesso ao crédito.

No primeiro trimestre de 2018, o índice de satisfação com a margem de lucro operacional revelou descontentamento dos empresários, ao registrar 31,9 pontos, apenas 1,8 ponto acima do número registrado no último trimestre de 2017.

O índice de satisfação com a situação financeira marcou 35,8 pontos, aumento de 1,6 ponto frente ao último trimestre do ano passado mas que também indica descontentamento.

Acesso ao crédito  

O índice que apura as condições de acesso ao crédito registrou 29,7 pontos no primeiro trimestre do ano, o que sinaliza a continuidade das dificuldades dos empresários em obter crédito.

O indicador está estabilizado abaixo de 30 pontos desde o primeiro trimestre de 2016, sugerindo que os empresários não percebem melhora nas condições de obtenção de crédito, mesmo após os cortes na taxa básica de juros.

Problemas enfrentados pela Indústria da Construção Mineira

A demanda insuficiente segue, após sete trimestres, como o principal problema enfrentado pela indústria da Construção. No primeiro trimestre de 2018, essa opção foi assinalada por 55,8% dos entrevistados.

Em segundo lugar dentre os principais problemas do setor aparece, desde o último trimestre de 2017,a elevada carga tributária no país.

Falta de capital de giro, burocracia excessiva e inadimplência dos clientes também foram destacadas pelos entrevistados.

Expectativas da Indústria da Construção Mineira 

Os índices de expectativa informam a percepção dos empresários, para os próximos seis meses, em relação à evolução do nível de atividade, de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e matérias-primas e do emprego. Valores acima de 50 pontos indicam expectativas de crescimento.

Os dados referentes ao mês de abril indicam expectativa de elevação do nível de atividade (52,7 pontos).

Em relação a novos empreendimentos e serviços (50,2 pontos) e à compra de insumos e matérias-primas (50,0 pontos), a expectativa é de estabilidade nos próximos seis meses, a despeito da percepção mais positiva em relação ao nível da atividade do setor.

Para a evolução do emprego, o sentimento dos empresários do setor aponta para a possibilidade de recuo no número de contratados nos meses à frente, freando a tendência de contratação líquida observada nos primeiros três meses de 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged.

Intenção de Investimento

O índice de intenção de investimento na construção civil em Minas Gerais avançou 2,9 pontos em abril (para 30,7 pontos), situando-se acima da média histórica (30,3 pontos). O índice varia de 0 a 100 pontos, e quanto maior o valor, maior é a intenção de investir. Vale notar que a série parte de novembro de 2013, pouco antes do início da recessão recente – segundo trimestre de 2014.