Construção civil: confiança continua em queda

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais suspendeu o aumento de 150% no ISSQN em BH
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O Índice de Confiança da Construção   (ICST), da Fundação Getúlio Vargas, divulgado nesta terça-feira (02/04), manteve trajetória de declínio em março. O Indicador Trimestral da construção civil registrou queda de 7,9% no trimestre findo em março, contra -6,9%, no trimestre findo em fevereiro. O resultado mostra que a desaceleração do nível de atividade econômica do setor percebida desde o final de 2012, vem se mantendo neste início de ano.

Praticamente todos os segmentos sinalizam desaceleração na comparação entre os anos. O segmento Obras de Acabamento registrou retração mais forte com variação de -7,3% do índice de confiança trimestral, em março, ante -1,5%, em fevereiro.

Outros segmentos com forte retração foram: Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição, cuja variação passou de 5,1%, em fevereiro, para -0,5%, em março; e Preparação do Terreno, com -12,7% e -14,8%, respectivamente. A exceção positiva foi Obras de Infraestrutura para Eng. Elétrica e de Telecomunicações, cuja taxa de variação passou de -6,0%, em fevereiro, para 5,3%, em março.

A variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) foi de -9,9%, em março, contra -7,9%, em fevereiro. Na mesma base de comparação, o Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -6,0% em fevereiro para -6,3%,em março.

O quesito que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios foi o que mais pressionou negativamente o ISA-CST no trimestre findo em março. A variação interanual do indicador trimestral deste item foi de -10,1%, em março, ante -9,1%, em fevereiro. Das 687 empresas consultadas, 25% avaliaram a situação atual como boa no trimestre findo em março, contra 33,8% no mesmo período de 2012; ao passo que 13,6% a consideraram ruim (contra 9,9%, há um ano).

O quesito que mede o grau otimismo de com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que exerceu maior influência na piora do IE-CST. A variação interanual trimestral do quesito foi de -7%, em março, contra -5,3%, em fevereiro. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre findo em março foi de 41,8%, ante 51,7%, em março de 2012, enquanto a parcela das que esperam redução passou de 2,5% para 3,0% do total.