Construção civil começa 2013 com queda de confiança

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O grupo Mão de obra subiu 0,77% no custo da construção civil em janeiro
O grupo Mão de obra subiu 0,77% no custo da construção civil em janeiro

Após cinco meses de melhora relativa, o Índice de Confiança da Construção civil (ICST), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), inicia 2013 em queda. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (06/02). O Indicador Trimestral registrou taxa de -4,8% em janeiro, ante -3,3% no trimestre findo em dezembro. O resultado aponta dificuldade de recuperação do setor.

Os segmentos que mais pressionaram para a piora na comparação interanual trimestral foram Preparação do Terreno, com variação de -11,3% em janeiro ante -7,8% em dezembro e Construção de Edifícios e Obras de Engenharia Civil, com -4,6% e -2,7%, respectivamente. O único segmento que apresentou melhora foi o de Obras de Infraestrutura para Engenharia Elétrica e de Telecomunicações, com variação de -3,8%, contra -7,6%. Os demais segmentos praticamente mantiveram-se estáveis.

A variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) foi de -5,7%, em janeiro, contra -3,0%, em dezembro (a maior variação negativa da série desde setembro de 2012). No mesmo período e base de comparação, a variação do Índice de Expectativas (IE-CST) foi de -3,9%, ante -3,5%, em dezembro.

O quesito evolução recente da atividade foi o que mais contribuiu para a queda do ISA-CST no trimestre findo em janeiro. A variação interanual do indicador trimestral deste item foi de -16,1%, em janeiro, ante -3,2%, em dezembro. Das 700 empresas consultadas, 24,1% avaliaram que a atividade aumentou no trimestre findo em janeiro, contra 28,7% no mesmo período de 2012; para 14,9% delas, a atividade diminuiu (contra 15,7%, em janeiro de 2012).

O quesito que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que exerceu maior influência na piora do IE-CST. A variação interanual trimestral do item foi de -3,0%, contra -1,9%, em dezembro. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda foi de 42,1%, ante 46,2%, no trimestre findo em janeiro de 2012, enquanto a parcela das que esperam diminuição ficou praticamente estável, passando de 4,6% para 4,7% do total.

Tipos de obras
A Sondagem da Construção feita pela FGV permite resultados por diferentes formas de segmentação. Em janeiro, apresentamos os resultados dos segmentos classificados por tipo de obra. Para agregação dos resultados, os setores são identificadas de acordo com a parcela majoritária de suas vendas, como construtores de obras de Edificações, Infraestrutura e Outras.

Abaixo a composição desses segmentos:

• Edificações – Edificações (residenciais, industriais, comerciais e de serviços);

• Obras de Infraestrutura – Obras Viárias; Obras de Arte Especiais; Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e Obras para Telecomunicações;

• Outras Obras – Obras de Montagem; Obras de Outros Tipos; Instalações Elétricas; Instalações de Sistemas de Ar Condicionado, de Ventilação e Refrigeração; Instalações Hidráulicas, Sanitárias, de Gás e de Sistema de Prevenção contra Incêndio; Outras Obras de Instalações; Obras de Acabamento e Aluguel de Equipamentos de Construção e Demolição, com Operador.

Resultados
Pelo terceiro mês consecutivo, o Indicador Trimestral do ICST de Edificações teve queda: a variação foi de -7,0%, em janeiro, contra -6,5%, em dezembro.

O ICST de Obras de Infraestrutura, que vinha sinalizando recuperação nos meses anteriores, recuou. O Indicador Trimestral registrou aumento de 0,4%, no trimestre findo em janeiro, contra uma taxa de 3,2%, em dezembro. Esta queda foi decorrente dos segmentos de Obras de Artes Especiais, que apresentou redução de 0,7%, em janeiro, ante 12,5%, em dezembro; e Obras Viárias que passou de 6,1%, em dezembro, para 2,6%, em janeiro.

O ICST de Outras Obras apresentou piora relativa ao passar de -5,7%, em dezembro, para -6,3%, em janeiro. Este movimento foi decorrente de dois segmentos: Preparação de Terreno, com variação de -11,1%, em janeiro (contra -7,8%, em dezembro) e Obras de Montagem que passou de -10,0%, em dezembro, para -12,6%, em janeiro.