Consórcio imobiliário pode ser boa opção

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Setor de consórcio imobiliário teve quase 20% mais adesões até abril de 2015
Setor de consórcio imobiliário teve quase 20% mais adesões até abril de 2015
Mais brasileiros em todo país estão procurando o consórcio imobiliário para adquirir imóveis

Com uma história de mais de 25 anos, o consórcio imobiliário pode ser uma boa alternativa para adquirir a casa própria. Se as mudanças promovidas pelas instituições financeiras no mercado imobiliário, nos diversos tipos de imóveis, vêm provocando novas atitudes quando da compra desse bem patrimonial, muitos, depois de analisarem, optaram pelos consórcios.

O crescimento de quase 20% nas novas adesões a grupos desse bem, até abril de 2015, confirma que a partir do planejamento pessoal ou familiar, com parcelamento integral, sem juros e custos finais menores, os consórcios podem ser a alternativa para os que pretendem adquirir imóveis com parcelas adequadas ao seu bolso. Inseridos na essência da educação financeira, o consumidor, com atitude madura e de forma mais consciente, poderá realizar o sonho da aquisição da casa própria, por exemplo, por meio dessa modalidade, genuinamente brasileira.

“Cada vez mais, observa-se que aqueles que estavam pesquisando ou cogitando, já aderiram ou estão prestes a fazer suas adesões ao mecanismo, considerando o comprometimento mensal como verdadeira poupança com objetivo definido”, diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

Áreas urbanas

Recente levantamento, feito pela assessoria econômico da ABAC junto a administradoras que atuam no segmento imobiliário, identificou que a maioria dos consorciados contemplados optou por utilizar suas cartas de créditos em bens nas áreas urbanas  com 73,4%.

Os demais 26,6% decidiram por:

I – aquisição de terrenos (12,3%)

II – imóveis na planta (7,8%)

III – unidades comerciais (3,5%)

IV – 0,3% por aqueles denominados de veraneio, como praia e campo.

Os 2,7% restantes optaram pela reforma de algum bem anteriormente adquirido.

Em outra pesquisa, a assessoria da ABAC constatou que, somente nos três primeiros meses deste ano, houve comportamentos semelhantes nas diversas regiões e estados brasileiros,. O resultado demonstrou que o Sistema de Consórcios conta com potencial de comercialização bastante expressivo: um a cada sete imóveis comercializados no país.

Essa equação leva em consideração a soma do próprio consórcio e dos imóveis financiados no âmbito do SBPE Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Enquanto a média nacional esteve em 13,8%, em Roraima a participação atingiu 29,3%, seguido do Paraná com 25,2%. A região com melhor desempenho foi a Sul com 19,6%.

 Possibilidade de usar FGTS

A modalidade estabelece ainda que é possível ao consorciado-trabalhador utilizar seu saldo na conta do FGTS para a oferta de lance ou complemento do crédito, amortização de saldo devedor, abatimento de parte de prestações ou liquidação de débito.  “De janeiro a abril deste ano, 930 consorciados-trabalhadores utilizaram mais de R$ 28,6 milhões de seus saldos em contas do FGTS em suas cotas”, exemplifica o presidente da ABAC.

Segundo dados da assessoria econômica da ABAC, até abril deste ano havia 721,3 mil consorciados ativos no setor de imóveis, com 65,5 mil novas adesões e crescimento de 19,7% no primeiro quadrimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. As 23,3 mil contemplações no primeiro quadrimestre disponibilizaram R$ 2,31 bilhõesao ramo imobiliário, oferecendo excelente oportunidade de concretização de negócios relacionados à compra e venda de imóveis.

O Sistema de Consórcios fechou o primeiro quadrimestre de 2015 registrando recorde histórico de 6,40 milhões de consorciados ativos. Enquanto as vendas de novas cotas acumularam mais de 780 mil de janeiro a abril deste ano, movimentando mais de R$ 27,7 bilhões, as contemplações totalizaram 478,7 mil no mesmo período, com disponibilização superior a R$ 13,6 bilhões.

Novas regras

Rossi ainda orienta aos que disponham da importância correspondente à entrada para financiamento, agora inferior e não mais compatível com as novas regras. “É importante lembrar ao consumidor que detinha ou detém valor semelhante ao antigo porcentual necessário para dar entrada na compra do imóvel, poderá transformá-lo em custo de oportunidade, ofertando-o como lance nas assembleias mensais dos consórcios, tentando acelerar sua contemplação”.  E dá uma dica financeira: “quando contemplado, o consorciado poderá utilizar o crédito disponibilizado como se tivesse comprando à vista, negociando descontos e barganhando vantagens”.

Nos consórcios, além de não haver cobrança de juros, a taxa de administração é diluída ao longo do tempo de duração do grupo, tornando cada parcela paga em investimento no imóvel como formador ou ampliador de patrimônio pessoal, familiar ou empresarial. “Além de prazos longos de pagamento e prestações que cabem no bolso do consumidor, , o participante, de posse da autorização para uso do crédito, poderá utilizar até 10% desse valor em despesas cartorárias, pagamento de tributos e seguros”,. Essa é mais uma vantagem disponibilizada ao consorciado para que possa concretizar o sonho da compra do imóvel após a contemplação, afirma Rossi.