Confiança na construção em Minas recua em abril

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A maior dificuldade de acesso ao crédito foi uma das razões para a diminuição do índice de confiança na construção em Minas Gerais
A maior dificuldade de acesso ao crédito foi uma das razões para a diminuição do índice de confiança na construção em Minas Gerais
Índice de empresários na confiança na contrução no estado é de 29,2 pontos

A confiança na construção em Minas Gerais, medida pelo  Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG), registrou 29,2 pontos em abril, apresentando recuo depois de dois meses de melhora do indicador. O índice é medido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-MG). O debilitado cenário econômico nacional e a demora de sinalização da reversão das dificuldades atuais pesaram nos resultados. 

O indicador de condições atuais da economia fechou o mês em 17,8 pontos enquanto o de expectativas para os próximos seis meses ficou em 35,6 pontos, ambos abaixo da linha dos 50 pontos “As perspectivas da economia brasileira não são boas para 2016, mas, havendo uma reestruturação da política econômica e fiscal o setor da Construção deve responder rapidamente”, observa o economista e coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti.

Sondagem 

Mesmo com a queda da confiança na construção, o indicador de nível de atividade em Minas Gerais apresentou ligeira melhora em março, registrando 32 pontos, alta de 1,7 ponto em relação ao mês anterior. O nível de emprego também fechou março em 32 pontos.

No primeiro trimestre de 2016, os empresários da construção mineira se mostraram insatisfeitos com a situação financeira e apontaram maior dificuldade de acesso ao crédito, cujos indicadores apuraram 30,6 pontos e 26,9 pontos, respectivamente.

Dentre os principais problemas citados pelos empresários da Construção no primeiro trimestre do ano, a demanda interna insuficiente ficou em primeiro lugar, 49% das citações. Desde o terceiro trimestre de 2015 a dificuldade na demanda ocupa a primeira posição do ranking. O segundo maior desafio do setor é a elevada carga tributária, que nesta sondagem apresentou foi mencionada em 40% das respostas, seguida da inadimplência dos clientes, que alcançou a terceira posição sendo mencionada por 37% dos entrevistados.