Confiança da Construção mineira cai em outubro

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O índice de confiança da construção em Minas Gerais registrou 46 pontos
O índice de confiança da construção em Minas Gerais registrou 46 pontos em outubro
Após cinco meses consecutivos de melhora, o índice de Confiança da construção caiu no estado 

A confiança da construção em Minas Gerais, medida pelo Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (ICEICON-MG), do Sinduscon-MG, recuou 1,6 ponto em outubro, frente a setembro, e registrou 46 pontos, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas. Apesar de continuar abaixo dos 50 pontos, sinalizando falta de confiança, o índice acumulou aumento de 15,5 pontos ao longo de 2016, indicando que os empresários do setor estão menos pessimistas.

“A retração na confiança foi provocada, especialmente, pela queda na componente de expectativas que em outubro recuou 2,0 pontos em relação ao mês anterior, mas permaneceu acima da linha divisória dos 50,0 pontos, que separa o pessimismo do otimismo. Além disso, o indicador de condições atuais de negócio continua apontando o descontentamento dos empresários da Construção, com 36,6 pontos. Vale ressaltar, contudo, que ambos os índices melhoraram no acumulado do ano, com crescimentos de 17,4 pontos, para a componente de expectativas, e de 11,8 pontos, para as condições atuais de negócio”, destaca o economista e coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti.

O indicador de expectativas para os próximos seis meses em outubro foi de 50,7 pontos, correspondendo ao terceiro mês sucessivo acima da linha dos 50 pontos, após 27 meses indicando falta de confiança. As expectativas dos empresários diminuíram, em relação a setembro, tanto para a economia do Brasil (52,5 pontos) quanto para as condições de negócio da empresa (51,2 pontos), mas continuaram registrando otimismo. Já no tocante à economia do estado (46,2 pontos), houve manutenção do pessimismo dos empresários da Construção. A pesquisa demonstra que as empresas ainda enfrentam muitos desafios no cenário atual. Por isso, é importante que reformas estruturais sejam implementadas rapidamente para agilizar a recuperação da economia”, complementa Daniel Furletti.

Sondagem 

Em setembro, os indicadores do nível de atividade da Indústria da Construção, tanto de Minas Gerais quanto do Brasil, continuaram apontando recuo na produção, com 38,4 e 41,5 pontos, respectivamente. Desde novembro de 2012, os índices permanecem abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa a queda do crescimento. Contudo, de janeiro a setembro deste ano, os indicadores mostraram redução no ritmo de queda da atividade, acumulando incremento de 9,6 pontos no estado e de 8,2 pontos no país. Essa melhora do resultado ao longo de 2016 sugere que a pior fase da crise já passou.

No terceiro trimestre, a principal dificuldade enfrentada pelas construtoras, segundo os empresários do setor, foi a demanda interna insuficiente, assinalada apor 52% das empresas pesquisadas. A elevada carga tributária apareceu em segundo lugar na lista dos principais problemas, com 39% das respostas no terceiro trimestre. Em seguida aparecem as taxas de juros elevadas (36% das respostas).