Confiança da construção em Minas sobe em julho

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A confiança da construção em Minas Gerais subiu 5,6 pontos em julho
A confiança da construção em Minas Gerais subiu 5,6 pontos em julho
Confiança da construção medida pelo Iceicon-MG sobe ao melhor nível desde 2014

A confiança da construção em Minas Gerais, medida pelo Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG), alcançou 39,3 pontos em julho, melhor patamar desde outubro de 2014. Em relação ao mês anterior, o indicador apresentou alta de 5,6 pontos. Essa foi a terceira melhora seguida do indicador. Apesar do índice ainda estar abaixo da linha divisória dos 50 pontos, ele confirmou a tendência de melhora que vem acontecendo desde maio.  

O avanço da confiança da construção no estado foi reflexo dos aumentos nos indicadores de expectativas, que passou de 38,6 pontos, em junho, para 44,7 pontos, em julho, e das condições atuais de negócios, que registrou incremento de 4,5 pontos no mesmo período e fechou este mês em 28,5 pontos. “A recuperação desses indicadores coincide com diversos sinais de melhoria na evolução da atividade econômica agregada, confirmando o processo de estabilização da economia.”, afirma o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti. 

Sondagem da Indústria da Construção 

Em junho, o indicador de nível de atividade da construção mineira ficou em 37 pontos, mesmo patamar de maio e o melhor resultado desde outubro de 2014. Já o indicador de emprego fechou aquele mês em 37,4 pontos. “Apesar de estarem abaixo dos 50 pontos, temos observado um incremento gradual nos indicadores, sugerindo que a fase mais aguda da grave crise econômica atravessada pelo País está ficando para trás” analisa Furletti. 

No segundo trimestre de 2016, os empresários da construção mineira se mostraram insatisfeitos com a situação financeira, cujo indicador apurou 30,2 pontos. Já o índice que mede o acesso ao crédito fechou o período de abril a junho de 2016 em 27,5 pontos. Ambos abaixo da linha dos 50 pontos.

Dentre os principais desafios citados pelos empresários da Construção no segundo trimestre do ano, a elevada carga tributária ficou em primeiro lugar, com 49% das citações. Praticamente no mesmo patamar ficou o item demanda interna insuficiente, que nesta sondagem foi mencionada em 48% das respostas. Em terceiro lugar no ranking está a inadimplência dos clientes, sendo citada por 36% dos entrevistados.