Confiança da construção civil tem recorde negativo

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Obra parada é um dos reflexos da queda da confiança da construção civil
Obra parada é um dos reflexos da queda da confiança da construção civil

O Índice de Confiança da Construção civil (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 6,9% entre janeiro e fevereiro, o maior recuo mensal da série iniciada em julho de 2010. Após a terceira queda consecutiva, o índice de 83,8 pontos também representa um novo recorde negativo.

Obra parada é um dos reflexos da queda da confiança da construção civil
Obra parada é um dos reflexos da queda da confiança da construção civil

“Dois pontos vêm se destacando na sondagem da construção: a deterioração muito rápida e forte da confiança dos empresários nesses primeiros meses do ano e sua disseminação entre os segmentos do setor. Isso traduz um cenário em que tanto a ponta do processo de produção como sua fase inicial  estão com atividade em queda e com perspectivas negativas de retomada a curto prazo. Assim, para um setor que trabalha com ciclos longos, tem-se praticamente determinado mais um ano de retração”, observa Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

Houve piora tanto das avaliações em relação à situação atual dos negócios quanto das expectativas de curto prazo: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou 9,7%, após cair 7,6%, em janeiro, atingindo 72,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE-CST) variou -4,6% em fevereiro, após queda de 5,1%, em janeiro, alcançado 94,8 pontos.

A queda do ISA-CST foi influenciada principalmente pelo quesito situação atual dos negócios que recuou 10,6% em relação ao mês anterior, atingindo 75,0 pontos. O indicador que capta a evolução recente da atividade também recuou: passou de 77,1 pontos, em janeiro, para 70,3, em fevereiro, variando -8,8%.

A piora das expectativas atingiu os dois quesitos que integram o IE-CST: o que mede o grau de otimismo em relação à situação dos  negócios nos meses seguintes caiu 4,8%, ao passar de 104,6 pontos, em janeiro, para 99,6 pontos, em fevereiro. O que mede as expectativas em relação à evolução da demanda nos três meses seguintes passou de 94,1 pontos para 90,0 pontos, no mesmo período, um recuo de 4,4%.

A edição de fevereiro de 2015 da Fundação Getulio Vargas coletou informações de 702 empresas entre os dias 02 e 20 deste mês.