Confiança da construção civil continua em queda em julho

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Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro
Materiais e Equipamentos aumentaram 0,53% no custo da construção em outubro

Pelo quinto mês consecutivo, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas (FGV),  aponta uma queda do ambiente de negócios do setor, ao registrar variação interanual de -10,3%, no trimestre findo em julho de 2014, ante uma taxa de -9,8% observada no trimestre findo em junho. Este foi o pior resultado desde outubro de 2011 (-10,4%).

Em bases mensais, o indicador acompanhou o mesmo movimento da métrica trimestral: em julho, a variação interanual do ICST foi de -12,4%, frente aos -8,9%, em junho, na mesma base de comparação. É o pior resultado da série histórica.

Índice de Confiança da construção (ICST) caiu pelo quinto mês consecutivo
Índice de Confiança da construção (ICST) caiu pelo quinto mês consecutivo

Segundo Ana Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, “com a finalização de grande parte das obras ligadas à Copa do Mundo e o enfraquecimento do mercado imobiliário – decorrente da redução dos lançamentos e vendas dos últimos dois anos, a atividade da construção está se desacelerando fortemente. A piora das expectativas sinaliza que não deve haver alteração desse quadro no segundo semestre.”

Como aconteceu nos últimos três meses, o recuo da confiança da construção civil em julho decorreu da piora das expectativas do setor. Em bases trimestrais, a variação interanual do Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -13,1%, no trimestre findo em junho, para -14,0%, em julho. Em termos mensais, a queda foi ainda mais pronunciada : passou de -13,6%, em junho, para -15,1%, em julho.

A variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-CST) ficou relativamente estável em relação ao mês anterior, ao passar de -5,7%, em junho, para -5,8%, em julho. em termos mensais, ISA-CST apresentou piora acentuada ao passar de -3,0%, em junho, para -9,2%, em julho.

Dos 11 segmentos pesquisados, sete apresentaram queda na métrica interanual trimestral. Os destaques negativos foram os segmentos de Edificações, cuja taxa passou de -11,3%, em junho, para -13,0%, em julho; Preparação do Terreno, de -9,3% para -10,2%; e Obras de Arte Especiais, de -12,2% para -13,0%, respectivamente, nos mesmos períodos.

A relativa estabilidade do ISA-CST resultou de movimentos em sentidos opostos dos quesitos que o compõem: no quesito evolução recente da atividade, a variação interanual do Indicador Trimestral¹ passou de -6,1%, em junho, para -6,5%, em julho, enquanto no quesito situação atual dos negócios, foi de -5,3% para -5,0%, respectivamente, nos mesmos períodos. Das 703 empresas consultadas, 17,3% avaliaram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em julho de 2014, contra 20,9% no mesmo período do ano anterior; já 21,0% das empresas reportaram que a atividade diminuiu (contra 17,9%, em julho de 2013). No quesito situação atual dos negócios, 20,4% a avaliaram como boa, na mesma métrica temporal, (contra 24,5%, em julho de 2013); e 17,0%, a consideraram ruim (contra 15,5% há um ano).

O quesito que mede o grau de otimismo com a demanda nos três meses seguintes foi o que exerceu maior influência negativa sobre o IE-CST. Sua variação interanual trimestral passou de -13,7%, em junho, para -15,6%, em julho. A proporção de empresas que prevêem aumento da demanda no trimestre findo em julho de 2014 é de 23,5%, contra 34,6% há um ano, enquanto a parcela das que prevêem piora foi de 15,1%, contra 6,1%, em junho do ano anterior.

Leia mais informações sobre a construção civil em julho.